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Oficial de Justiça

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Sexta-feira, 02.02.18

100% de Adesão em Muitos Locais a Norte

      No segundo dia de greve (de ontem), contabilizaram-se mais juízos com adesões a 100%. É certo que outros houve em que a adesão foi de 0%. Assim, se contabilizarmos um de 100% e outro de 0%, podemos afirmar que a adesão é de 50%? Poder, podemos, mas esta percentagem de 50% não reflete a realidade mas tão-só um mero cálculo aritmético.

      É irrelevante se a percentagem da adesão a nível nacional é mais ou menos elevada, o que é verdadeiramente relevante é constatar que houve e há secções inteiras que aderiram integralmente à greve, isto é, que há um número muito significativo de Oficiais de Justiça que fizeram questão de demonstrar o seu descontentamento e que este número muito significativo de Oficiais de Justiça não é constituído apenas por sócios do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) convocante da greve; o número de Oficiais de Justiça é bem maior do que os filiados no SOJ e é composto por não filiados em nenhum sindicato e é também composto por filiados no Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que repudia esta greve.

      Mesmo que usemos o número indicado pelo Ministério da Justiça, que aponta para uma média de 30%, tal número, só por si, já resultará na constatação de que esta greve é uma importante manifestação dos Oficiais de Justiça. Mesmo que na realidade e a final o número possa até ser este, isso não retira nenhum êxito à manifestação dos Oficiais de Justiça, porquanto todos sabem em que circunstâncias de tantas contrariedades esta greve é levada a cabo; contrariedades até nunca antes vistas que coartaram de forma significativa a vontade de manifestação do desagrado dos Oficiais de Justiça que não exerceram o seu direito à livre expressão do seu desagrado sobre o atual estado da profissão.

      Mesmo que consideremos como válido este número adiantado pelo Governo, temos que considerar que todos estes Oficiais de Justiça que compõem este número são uns dignos representantes de quase todos os indignados Oficiais de Justiça que, embora estejam indignados, não tiveram a coragem nem a ousadia de decidir manifestar a sua indignação e o seu descontentamento, pese embora diariamente o façam, tal como estes valentes e pioneiros Oficiais de Justiça decidiram fazer, mesmo contrariando a direção do sindicato a que pertencem.

Greve3Dias(31JAN2018)=PRT9.jpg

       Há quem tenha ficado a ver e há quem tenha tomado a decisão de fazer. Ver fazer e fazer de facto são duas posturas distintas mas não são inconciliáveis. Na realidade, é indiscutível, que tanto os primeiros como os segundos estão em sintomia com o desagrado e desencanto do estado da profissão. Há concordância e unanimidade sobre o desconforto e há apenas desacordo na forma de manifestar esse desacordo. Há quem seja mais ativo e há que seja mais passivo mas esta diferença de atuação ou postura não significa desunião, pois todos estão unidos no mesmo pensamento, apenas se manifestam de forma diferente.

      Esta greve não divide os Oficiais de Justiça, como alguns gostam de propalar; esta greve vem demonstrar precisamente o contrário: que há uma forte união dos Oficiais de Justiça, estando todos de acordo quanto à deceção sobre o rumo que a carreira tem tido, havendo apenas diferentes formas de agir, algo que é perfeitamente natural, pois todos sabemos que há pessoas mais afoitas do que outras.

      Seja qual for o valor percentual que se venha a apurar, como resultado desta greve, estaremos sempre perante a mesma realidade: será o valor daqueles que se manifestaram e não o valor daqueles que se sentem incomodados com o estado da profissão.

      Não é por haver 30% de grevistas que se poderá concluir que há 70% de Oficiais de Justiça completamente satisfeitos com o estado da profissão. Esta é uma leitura impossível de realizar, tal como irrealizável é a leitura de que em determinado núcleo não há Oficiais de Justiça insatisfeitos, apenas porque não compareceram para a fotografia à porta de entrada. Há núcleos inteiros com adesões a 100% e sem qualquer fotografia de concentração à porta da entrada. E 100% é um número completamente arrebatador e é um número que se verificou em muitos locais por todo o país.

      De todos modos, vir a público o Ministério da Justiça indicar aquela percentagem de 30% é também um sinal de êxito da greve, uma vez que, como todos sabem, nunca nenhum Governo indicou os dados reais mas sempre valores substancialmente mais reduzidos. Por isso, ao indicar 30%, podemos considerar que os valores reais andarão, pelo menos, no seu dobro, isto é, em 60% de média.

Artigo-JN=01FEV2018.jpg

      Sem dúvida que assistimos a um momento histórico na vida dos Oficiais de Justiça. No futuro, este momento será referido como um momento de transição, como o princípio da mudança, mudança que ocorrerá necessariamente nas estruturas sindicais e, sem dúvida alguma, mais concretamente, no sindicato (SFJ) que se opôs à vontade dos Oficiais de Justiça, tentando coibi-los de se manifestarem nestes três dias de greve nacional.

      No futuro, aqueles que participaram nesta greve poderão afirmar que fizeram parte desta mudança enquanto que os outros poderão dizer que ficaram a ver, que decorriam negociações, que eram muitos dias ou qualquer outro tipo de desculpa mas nunca poderão dizer que fizeram parte deste grupo de heróis que tomaram a greve como sua e se afirmaram como reivindicadores de uma mudança que a todos interessa.

      No futuro, haverá quem poderá dizer com orgulho e à boca cheia: “Eu estive lá; eu fiz a greve dos três dias!” e isso será inexoravelmente exclusivo dos corajosos Oficiais de Justiça que agora se empenham nesta demonstração e nesta luta, contra tudo e contra todos, demonstrando que sabem pensar por si próprios e que também têm vontade própria e, por isso, são livres e maiores e capazes de tudo enfrentar.

      O vídeo abaixo contém a reportagem do Porto Canal no Palácio da Justiça do Porto.

por: GF
oficialdejustica.blogs.sapo.pt

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às 08:02


8 comentários

De ph a 02.02.2018 às 09:17

Só um reparo: há muitos e muitas colegas que pura e simplesmente não se podem dar ao luxo de perder um dia que seja de vencimento (sim, chegamos a esse ponto).
Estou no terceiro dia de greve não só por mim mas também por aqueles/as colegas.

De Anónimo a 02.02.2018 às 09:24

Força Colega(s).
A mim também me custa ( e só eu sei o quanto me custa) mas luto por mim e pelos demais ( até por aqueles que se acobardam e fazem frete à tutela e a determinado sindicato.
Não podia perder esta oportunidade para mostrar toda (e é muita) esta indignação.
Nota:ainda sou sindicalizado no SFJ, embora por mais pouco tempo...

De Anónimo a 02.02.2018 às 19:41

Vou entregar o cartão de sócio do sfj

De Anónimo a 02.02.2018 às 23:07

Reação natural, tal como a minha e de muitos outros colegas, face à posição repugnante e condenável do SFJ.
Em vez de apoio e solidariedade na defesa e na luta de toda uma classe profissional, antes optaram pela divisão dos Oficiais de Justiça, enveredando por uma miserável tentativa de boicote, nunca antes vista, dificultando ainda mais esta oportunidade de luta contra tanta falta de respeito que a tutela tem tido para com todos os brilhantes profissionais da Justiça.
Tenham vergonha e demitam-se!

De Anónimo a 02.02.2018 às 23:17

Milhares de Oficiais de Justiça demonstraram, ao longa desta difícil carreira profissional, sindicalizados no SOJ ou no SFJ, ou em nenhum deles, que apesar de tudo, ainda têm coluna vertebral.
Demonstraram isso mesmo nestes três dias de greve, heroicamente lutando contra tudo e contra todos!
A LUTA CONTINUA!

De Anónimo a 03.02.2018 às 09:40

Não me venham com tretas que a solução não está em entregar o cartão de sócio do sfj. Eu vou entregar o meu sim e só quando vir o Fernando Jorge e os seus discípulos todos dali para fora é que ponderarei voltar a sindicalizar-me. Chega desta palhaçada, chega de brincarem com o dinheiro dos sócios, chega de comilões que deixam a carreia de oficial de justiça para segundo plano, preferindo estar ao lado dos magistrados num momento em que os oficiais de justiça lutam pelo que anda em negociações á anos. Chega. E parabéns ao SOJ e ao Carlos Almeida espero que continue com forca apesar de estar na hora dos sindicatos se unirem num só. Chega de confiar em quem não merece.

De oficialdejustica a 03.02.2018 às 11:24

Diz: "estar na hora dos sindicatos se unirem num só" - isto é um disparate total. Esta ideia que alguns têm de que a falta de concorrência é boa é um perfeito disparate. Ainda bem que temos dois sindicatos e até há lugar para mais um, mas só um? Sinceramente... Acredita mesmo nisso? Acredita mesmo no rebanho das ovelhinhas a seguirem e a pensarem todos da mesma forma?

União não é todos pensarem da mesma forma; união é todos juntarem esforços para agirem da mesma forma apesar das diferenças; das necessárias diferenças; das diferenças que há e que devem existir. No dia-a-dia e ao longo da História todos podemos comprovar como o partido único, a religião única, o comércio único, etc., isto é, a falta de diversidade de opinião e oferta, sempre resultou mal e é na diversidade e na concorrência que nascem coisas novas e melhoradas.

Por sorte, pese embora alguns achem que só deveria haver um único sindicato, tais opiniões nunca se concretizarão e, na sequência desta greve, surgem até já vozes a requerer a constituição de uma associação nova de Oficiais de Justiça ou de uma terceira via, sem ligações políticas ou integrações em organizações mais amplas que possam condicionar a liberdade dos Oficiais de Justiça nas suas decisões próprias como se viu nesta greve. Há lugar para uma terceira via? Claro que há. É isto mais desunião? Claro que não; é diversidade, é liberdade e é um importante contributo que serve de aprendizagem e construção para todos.

De Anónimo a 03.02.2018 às 10:59

na próxima segunda-feira o Sr.Fernando Jorge estará em Guimarães, no edifício de Creixomil a prestar uma sessão de esclarecimento sobre a actividade sindical do sfj.

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