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Quarta-feira, 26.04.17

Cada Geração tem os seus Monstros

      Se ontem aqui também comemoramos e tentamos manter acesa a chama da Revolução que até aqui nos trouxe, com a publicação de alguns elementos históricos, que aqueles que já eram nascidos antes de 1974 devem recordar, hoje impunha-se dar a voz a alguém mais jovem que não tivesse vivido antes do 25 de Abril ou dele não tivesse tido qualquer perceção pela sua juventude.

      Na busca de alguém assim mais jovem e que, ao mesmo tempo, não ignorasse esta nossa última Revolução, encontramos uma jovem chamada Joana que ontem fez um discurso, cujo conteúdo, a seguir, praticamente na íntegra, se reproduz:

      «Nasci no Serviço Nacional de Saúde, estudei na Escola Pública e não pertenço a uma geração ingrata. A Grândola também nos corre no peito à desfilada, e por isso obrigada capitães, obrigada a quem não se calou, a quem resistiu até ao último sopro do seu corpo, a quem desertou para não ser cúmplice, a quem viveu nos subterrâneos do medo. Obrigada a todas e todos os combatentes desse amor inventado chamado liberdade.

      Todas as gerações têm os seus monstros. As gerações que viveram antes de mim nasceram e cresceram no longo inverno do fascismo e da guerra. Num regime que lhes marcava o destino do berço até à morte, sem educação, nem saúde nem a sorte das elites para quem estavam reservados os privilégios a que hoje chamamos direitos. Para a maioria o trabalho era outro tipo de prisão, o analfabetismo era a maior algema e o patrão a pior polícia. Não foi só em Caxias que se ergueram grades.

      Vergílio Ferreira escreveria sobre as fronteiras da opressão: «Que a fronteira da tua liberdade te não seja a porta da casa para que tu sejas livre dentro e fora dela. Que a tua liberdade comece no pão que te espera à mesa e persista no desconhecido que te espera na rua. Que a distância de ti a ti seja por ti preenchida e nunca pela polícia ou um diretor de consciência. Tu és livre. É portanto do teu dever libertares-te».

      Sim, tenho orgulho de pertencer a uma geração que luta em liberdade. Tivesse isso chegado para não nos mandarem emigrar, para não nos sacrificarem o futuro no altar da austeridade, para não nos falharem a promessa de solidariedade numa Europa que afinal nos quer submissos. 

      Tentaram embalar a força transformadora da minha geração num conto sobre o fim da História. Deram-nos um cravo para carregar ao peito uma vez por ano e tentaram dizer-nos que lutar pela liberdade era celebrar essa História. Arrumaram os problemas do mundo na virtuosa aliança entre a democracia e os mercados, mas eles repelem-se. O muro também lhes caiu em cima e a História, longe de estar acabada, rebenta-nos nas mãos.

      Em Alepo, onde decapitaram até a esperança, no cemitério em que se transformou o mediterrâneo, nos muros de arame farpado à volta dos campos que nos prometeram que não voltariam a existir, no crescimento cada vez menos surdo da extrema-direita e da guerra. 

      Cada geração tem os seus monstros e os nossos aparecem todos os dias na televisão. Quando chamam mãe a uma bomba feita para matar os filhos de alguém porque já não interessa lembrar a rosa de Hiroxima; quando a União a Europeia determina que a deportação de refugiados é apenas uma questão de pagar o preço certo à Turquia. Quando movimentos reacionários e ultranacionalistas avançam na Europa alimentando-se dos destroços da austeridade imposta aos povos.

      Há 20 anos, Eric Hobsbawm receava que a xenofobia viesse a transformar-se na grande ideologia de massas dos nossos tempos. Que a rejeição do outro, a negação daquilo que a humanidade tem em comum seria o bode expiatório para os falhanços da sociedade. Olhando hoje para a Europa, quem pode não reconhecer – não querer ver – que houve um projeto que falhou? Falhou porque submeteu a democracia aos mercados financeiros, falhou porque perdeu contacto com os direitos sociais e económicos dos povos, porque espalhou pobreza e desemprego, porque quis rasgar a Constituição. Falhou-nos porque entregou ou privatizou o que era da nossa soberania e, portanto, da nossa liberdade.

      O medo converteu-se no maior aliado de um projeto político conservador que domina a Europa. Demasiado distante das aspirações dos povos para mobilizar as suas vontades, o poder centrista procura ocupar cada espaço da nossa livre decisão com os seus burocratas, sanções e imposições. Perigo é a austeridade que renasce quando baixamos a guarda, as “troikas” que espreitam atrás de cada Programa de Estabilidade. Servem apenas para nos lembrar que ainda não vencemos, que ainda temos quem se ache nosso dono, que não somos livres.

      A espera é a derrota, e confronto com as imposições europeias, que é o mais difícil, ainda é o que está por fazer.

      A propaganda de que todos os protestos são populistas, acabará por servir o branqueamento de forças odiosas. A alternativa aos projetos reacionários não é a moderação do situacionismo, com a sua defesa empenhada do sistema que salva bancos mas que condena gerações a pagar as dívidas e os défices de uma velha elite, demasiado poderosa e não raramente corrupta.

      O maior erro é continuar a sacrificar a democracia aos lucros dos mercados financeiros e negar a direitos e liberdades em nome de uma segurança que nunca se cumpre, só oprime.

      A alternativa é a audácia de quem não se resigna, de quem questiona, de quem não tem medo de existir.

      O medo e a esperança não só não se confundem, como se combatem. E não há destino para quem fica a meio do caminho, a atrapalhar o futuro, na estreita escolha do mal menor, imagem desbotada de democracia.

      É por isso que não podemos baixar a guarda na defesa de uma democracia completa, económica e social, soberana, que reclame para si a livre decisão sobre o que é de todos, do trabalho aos bens comuns. Abril, para não ser vazio, precisa de conteúdo, tem de ser esperança.

      Abril foi a melhor promessa que, ao libertar-se do passado, Portugal fez ao seu futuro. O futuro é hoje e nós não pusemos o barco ao mar para ficar pelo caminho. Lutemos por ele, como disse Natália Correia, “o cais é a urgência, o embarque é agora”. Viva o 25 de Abril!»

25Abril-Criança.jpg

Pode aceder à totalidade do discurso e sua autoria através da seguinte hiperligação: “Esquerda.Net”.

por: GF
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