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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
Já há muito que aqui publicamos opiniões sobre a existência de um canal de televisão dedicado à justiça com transmissão de julgamentos, não apenas os mediáticos, mas também todos os corriqueiros do dia-a-dia.
Da mesma forma que o órgão de soberania Assembleia da República detém um canal de televisão a que todos os cidadãos podem aceder, e que muito contribui para a informação, e transparência, portanto, para uma democratização consciente da República, assim deveria o órgão de soberania Tribunais deter um canal que passasse os julgamentos e informasse de outros aspetos do funcionamento dos tribunais, em canal aberto a todos os cidadãos, seguindo o exemplo (que basta copiar) de tantos outros países que já o fazem.
Já existe uma “Justiça TV”, mas não está voltada para o Povo em geral e não é a mesma coisa de uma TV para todos e em sinal aberto, isto é, também via TDT, tal como a “AR TV”.
A este propósito, escreveu há dias um artigo de opinião João Ribeiro-Bidaoui, publicado no Diário de Notícias, que a seguir vamos reproduzir.
«O julgamento Depp-Heard, conhecido como Julgamento Tik Tok, registou 83,9 milhões de horas de visualização, ao longo de 6 semanas, com picos de audiência de 3,5 milhões de espectadores. O canal do YouTube Law & Crime Network liderou audiências naquela rede durante 10 dias consecutivos. Com toda a certeza, tal deve-se à celebridade dos protagonistas. Mas também revelará um certo apetite pelo funcionamento e resultado de um processo judicial, num caso em que quase todos tinham uma opinião, e que transbordou as fronteiras norte-americanas.
Foram muitas, talvez demasiadas, as vozes que condenaram esta mediatização. Mas importa relembrar que a publicidade é um princípio estruturante da justiça num Estado de Direito democrático. Os limites à publicidade são excecionais, bem delimitados na lei e pelo Artigo 6.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (razões de ordem pública, segurança nacional, interesses de menores, privacidade, etc.). Pelo que devemos sempre ficar com a pulga atrás da orelha quando alguém prefere esconder a justiça ao povo – porque em democracia é o povo e a sua representação, e não a doutrina ou a ciência jurídica, que conferem legitimidade às normas aplicadas e aos aplicadores das mesmas.
Há quem argumente que o sensacionalismo prejudica a qualidade da justiça. Mas não convivemos já com as capas do Correio da Manhã, muitas vezes traficadas no segredo de justiça? Outros argumentam que agrava o desrespeito pelos tribunais. Como se ainda fossem respeitados. Outros há que se atrevem a dizer que o povo, ou a arraia-miúda, como se lhe refere o Presidente da República (palavra de honra), não compreende o que é dito por advogados e juízes. Acharão mesmo que o problema está no povo justiçado?
Talvez o que falte à Justiça portuguesa, para que acelere a sua modernização, é mais transparência e mais mediatização. Começando pela criação de uma TV Justiça.
O Ministério da Justiça, recorrendo ao baú milionário do PRR, e em colaboração com os Conselhos Superiores, e com as Faculdades de Direito, deveria financiar a criação de um canal digital que transmita julgamentos, debates, seminários e conferências da área da Justiça. Como projeto-piloto, poderia começar pela cobertura da Justiça Administrativa e Fiscal, e dos casos de corrupção, peculato e tráfico de influências.
Vários estudos sobre mediatização da ação dos tribunais concluíram não haver consequências negativas nos julgamentos e no comportamento das testemunhas. E as vantagens são imensas: reportagens com linguagem clara, ágil, confiável, contextualizada e com caráter didático; criação de conteúdos e de arquivo digital para todo o mundo jurídico lusófono, potenciando a criação de novas profissões e de novas empresas de tecnologia que trabalhem tal abundância de conteúdos; maior consciencialização coletiva sobre comportamentos que são condenáveis pela lei, reduzindo espaço a teorias conspirativas sobre a administração de justiça; redução do valor do tráfico de informação feito à custa do segredo de justiça; revelação de quem é e de quem não é competente, reduzindo informalidades e outras dependências, mais baseadas em cumplicidades informais do que em mérito profissional; e, finalmente, reforço do brio profissional dos operadores da justiça, vincando o seu papel social ao serviço da sociedade.
Como bem disse Lorde Hewart em 1923, a justiça tem de ser manifesta e indubitavelmente vista para ser feita. Se pode ser vista por 10 pessoas numa sala de audiências, também pode ser vista por 1 milhão numa TV Justiça. Como diria o deputado Tiririca: "Pior que tá, não fica".»

Fonte: “Diário de Notícias”.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
E porque motivo desejas isso ao colega das 09:53 s...
09h - 12:30h13:30h - 17he devagarinho, sem dúvida
Para os que pretendem o contacto do médico,basta s...
Colega se me der o contacto do médico que lhe pass...
Colega disponibilize o contacto do médico que lhe ...
Colega se me der o contacto do médico que lhe pass...
trabalhem com calma, eles só se interessam por núm...
Aos dirigentes dos sindicatos dos OJ, havia de lhe...
E quando a Dgaj te puder em lic sem vencimento, ac...
É isso mesmo . Deixem trabalhar a Sra.Ministra, o ...
Greve às diligências!Apenas e só!Acreditem, que é ...
oS VOSSOS FILHOS PERGUNTARÃO POR VOCÊS
Assim faço desde o ROUBO
SOJpelo menos não desativou as greves, apenas as s...
trabalhar com calma..em caso de aperto, baixa...e ...
Exatamente! Isto só lá vai com pressão, com denúnc...
Os OJ foram os primeiros, foram a prioridade desta...
Deixem trabalhar a ministra e o luís...
Apelando às coisas da vida, dizer que para tudo há...
F A L T A M quinze (15) dias para sobrevir abril, ...
Eu não deixo cair nada do que são os meus direitos...
Daqui a mais uns mesitos falamos novamente!
Bom dia.Ontem escrevi que, às vezes, a lei é um ob...
isso não é possível, lamento.
Certeiro!Não é com meu dinheiro!Só se for indireta...