Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
Esta semana, a comunicação social, apesar de andar entretida com o demissionário secretário de Estado, ainda teve tempo para um fugaz espanto com a ministra da Justiça.
Num dos títulos podia ler-se o seguinte: «É inédito. Ministra põe na gaveta leis aprovadas contra viciação de processos».
Inédito? Não, longe disso.
O Governo – este governo – não cumpre as leis emanadas da Assembleia da República há muito tempo, há anos, e sistematicamente. Um bom exemplo disto e muito bem conhecido dos Oficiais de Justiça é o incumprimento de duas leis da Assembleia da República que obrigavam o Governo, claramente, a cumprir prazos e a implementar alguns aspetos da carreira dos Oficiais de Justiça, o que não foi cumprido, nem nos prazos estabelecidos nem ainda agora, quando já passam, não meses, mas anos.
Portanto, o espanto da ministra afirmar que não vai cumprir duas leis aprovadas na Assembleia da República há mais de um ano, não é nada de novo, porque já outras foram igualmente e descaradamente incumpridas.
Consta assim da notícia:
«Catarina Sarmento e Castro assumiu que não ia regulamentar duas leis aprovadas há mais de um ano para prevenir a viciação de processos judiciais.
A ministra da Justiça anunciou que não vai regulamentar duas leis, aprovadas na Assembleia da República e já publicadas em Diário da República há mais de um ano, cujo objetivo era prevenir a manipulação no sorteio de processos judiciais.»
Para que se perceba, de forma clara e simples, a coisa é assim: da Assembleia da República emanaram leis que o Governo não gostou e, portanto, não as cumpriu nem tem intenção de as cumprir.
Evidentemente que isto é vergonhoso e ainda muito preocupante.
Em causa estão as Leis 55/2021, de 13 de agosto, e 56/2021, de 16 de agosto, resultantes de projetos do PSD. Na altura, o PS tinha votado contra, mas como não tinha maioria absoluta no Parlamento, as leis acabaram por avançar, porque todos os restantes partidos votaram a favor.
Estas leis obrigavam a que todos os juízes fossem incluídos na lista a sortear na distribuição de processos, com presença obrigatória do Ministério Público, presença também de um representante da Ordem dos Advogados, “sempre que possível”, e ainda do mandatário judicial sempre que as partes o queiram, a par da obrigação de documentar todas as operações de distribuição.
Esses diplomas legais tinham 30 dias para serem regulamentados e a então ministra da Justiça, Francisca van Dunem, até chegou a assinar um despacho. No entanto, como sublinha o Diário de Notícias, nada aconteceu.
A Lei manda regulamentar, não se regulamenta e, portanto, anula-se a lei. E não se regulamenta porquê? Porque ainda não se teve tempo? Porque é assunto complexo e demorado? Não, nada disso; o que se passa é que o Governo não gosta dos diplomas, anula-os, não os cumprindo, e vai propor outros a seu gosto.
Isto é um atentado vil e vergonhoso ao Estado de Direito e à Democracia, com total desrespeito da Assembleia da República, isto é, do Povo deste país.
«O Ministério considera que há aqui um espaço para melhorar esta forma de o fazer. Portanto, está a trabalhar numa alteração que virá propor ao parlamento”, assumiu Catarina Sarmento e Castro.
Contactado pelo Diário de Notícias, o gabinete da Ministério da Justiça confirmou que o Governo “tem estado a avaliar a oportunidade de revisitar algumas soluções”. O objetivo é “implementar, o quanto antes, os mecanismos reforçados de controlo da distribuição eletrónica dos processos judiciais”.
Apesar da urgência da ministra da Justiça em tornar o processo mais transparente, a realidade é que as duas leis publicadas em Diário da República estão paradas há mais de um ano.
“De que está à espera senhora Ministra?”, questionou a deputada social-democrata Mónica Quintela. “O mercadejar da Justiça é do mais vil que se pode imaginar”.
“Este é o cerne da “Operação Lex”, ou seja, o sistema, como está, permite que sejam escolhidos os juízes que se queiram para determinados processos. Mesmo na distribuição eletrónica. É muito grave e a Ministra da Justiça disse, que não vai regulamentar as leis aprovadas na Assembleia da República e que vai apresentar uma proposta diferente!”, disse Quintela em declarações ao matutino.
«É inédito um ministro dizer que se recusa a regulamentar leis aprovadas na Assembleia da República. É horrível o que está a acontecer! Mesmo com a Operação Lex em curso e com todos os problemas públicos oriundos na distribuição de processos na Operação Marquês», acrescentou a deputada.
Pois não é inédito, como diz a deputada, mas, sim, é horrível, como afirma.

Fonte: “ZapNotícias” e “Diário de Notícias”.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
Devolvam o tempo que nos devem, já são 3 escalões,...
Está tudo bemMagistraturas queixam-se?O dinheirin...
Que comédia esse colega...
O das reflexões disse agora no grupo do WhatsApp q...
Porque a Sindy é a BFF da ... Party
Eheheheh
Precisamente por isso. Areia e sol durante o dia e...
Sim, não cumpre com o Constitucional mas vai cumpr...
Ponta do Sol!! Não se passa lá nada...
Não há nenhum "tontinho" no nosso grupo WhatsApp. ...
DENUNCIEM! FALEM COM AS ESTRUTURAS SINDICAIS LOCAI...
Quem é o tontinho do WhatsApp?Ponha um link carago...
Há 30 anos para fazer acontecer?ehehehvenha dia 2...
Boa, carago!!Trabalhem, burros!!
Não vai haver movimento em abril, só talvez em set...
Rumo ao dia 20!!!Allez, allez!!E já só faltam duas...
ATENÇÃO ao tontinho das reflexões que já anda outr...
Três anos depois estamos na mesma situação.É verda...
Cuidado com os elogios aos Açores!Se disserem daqu...
Baixa meu caro.
ehehehainda acreditam em politicoseheheh
Renovaram-me a baixa escravos.continuai
Sim, sim, devia haver isso tudoeu só quero o dia 2...
Não têm vergonha na cara mesmoAinda querem que os ...
Acerca aida do artigo de ontem Deveria existir pre...