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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, subscreve esta terça-feira, na sua habitual coluna quinzenal no Correio da Manhã, um artigo intitulado “Trabalho Escravo”.
Nesse artigo de opinião, Marçal faz a comparação dos trabalhadores imigrantes do Alentejo e mesmo do Qatar com o trabalho voluntário dos Oficiais de Justiça para além das horas normais de expediente das secretarias judiciais e do Ministério Público.
Sim, o trabalho para além das horas normais de funcionamento das secretarias é um trabalho voluntário, gratuito e de colaboração dos Oficiais de Justiça, porque estes não aderem à greve decretada, precisamente por aquele mesmo Sindicato SFJ, greve que abarca todo o serviço fora de horas, portanto, a toda e qualquer hora suplementar.
A greve decretada, já no longínquo ano de 1999, não possui quaisquer serviços mínimos que a limitem, pelo que só trabalha depois das 17H00 ou na hora de almoço quem tiver espírito de colaborador e não de trabalhador.
Dos trabalhadores obrigados a trabalhar contra a sua vontade poder-se-á dizer que prestam “trabalho escravo”, mas daqueles que vestem a camisola de colaboradores, até se registando no dia-a-dia no portal próprio dos colaboradores, e que ignoram a velha luta que se arrasta desde 1999, tão velha que até o presidente do Sindicato que a decretou dela se esquece; destes não se pode dizer que prestem trabalho escravo, isto é, que a isso sejam obrigados, mas trabalho voluntarioso e colaboracionista.
Assim, não existe trabalho “escravo” nos tribunais e nos serviços do Ministério Público, mas tão-só colaboradores voluntariosos que a tal se prestam, isto é, porque tal pretendem fazer, sem que o seu direito à greve lhes esteja a ser vedado.
Que fique claro que os tribunais e os serviços do Ministério Público detêm Oficiais de Justiça que são trabalhadores e outros que são colaboradores, mas nem uns nem outros são obrigados a qualquer tipo de obrigação para além da hora, portanto, inexiste escravidão.
Mas vejamos o que diz Marçal no mencionado artigo:
«Nestes tempos que se fala tanto em escravatura, tantos comentários, tanta indignação vinda de todos os quadrantes da sociedade e, mais ainda, dos nossos governantes e Presidente da República.
Notícias a entrarem-nos diariamente sobre este assunto pela casa adentro, sobre uma realidade que parece geograficamente longínqua e que o mundial de futebol, a realizar-se no Qatar, trouxe para a ordem do dia, pelo facto de se tratar de um país que não respeita os direitos humanos e usa trabalho escravo em banda, nomeadamente na construção dos estádios agora utilizados. Só que não. Essa realidade está bem à nossa porta e só não a vê quem não quer.
E não nos referimos apenas aos imigrantes asiáticos que vêm à procura de uma vida melhor, trabalhando na agricultura intensiva, nomeadamente, no Alentejo e que são vítimas de tráfico de seres humanos e condicionados na sua liberdade individual e familiar pelas máfias que os exploram.
O Estado português também funciona com trabalho escravo, quando um Oficial de Justiça é obrigado a uma disponibilidade permanente e a trabalhar para lá do horário normal, muitas vezes até de madrugada, esse trabalho não é remunerado, nem compensado de qualquer forma.
Pasme-se! Os tribunais combatem o tráfico de seres humanos com trabalho escravo dos seus próprios trabalhadores!»

Fontes: “SFJ-Facebook” e “Correio da Manhã”.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
Não diria melhorPor isso devagar devagarinho ap...
Como disse sabiamente o João César Monteiro : “eu ...
Podes espernear à vontade. Pensavas em dar despach...
trabalhem com calma, eles só se interessam por núm...
Falta cerca de um mês para o términus do prazo de...
A tabela salarial de um Técnico Superior de Reinte...
Excelente artigo! Parabéns ao(à) "Cronista da Repú...
Colega, respeito a sua opinião mas estamos em desa...
https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/fic...
Para voltarmos à greve aos actos...... precisavamo...
Sim, é isso mesmo!A greve às diligências tudo reso...
Isso que diz não certo.Ouve um acordo nos termos j...
trabalhem com calma, eles só se interessam por núm...
Por isso aguardo pelas 17h todos os dias e pelo di...
Esquece isso. Perdemos tudo. O governo agora tem a...
Coitaditos dos tótós, ou otários, dos OJ!Foi o que...
É urgente voltar às greves. Greves aos atos. Greve...
Greves?SFJ desativou greves e vez de suspender, po...
Os escravos gostam.Até há quem vá para o tribunal ...
Não diria melhor e como um desses roubados de 2001...
Então o dito costa não deixou tudo bem antes de se...
Baixa contra o roubo!!!
certeiro
venha o 21
Olá a todos.Quero lá saber do loby das empresas de...