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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
A alegada pacificação nos tribunais, que terá ocorrido com a assinatura conjunta do “acordo” entre o SFJ e o MJ, ainda não é visível, isto é, não é algo que corresponda à realidade, portanto, à verdade.
Mesmo depois do e-mail subscrito pela ministra da Justiça, dirigido a todos os Oficiais de Justiça nesta última sexta-feira, essa tal pacificação continua se se ver, conforme aqui abordamos neste último sábado, 06JUL, com o artigo intitulado: “O mundo ilusório da ministra da Justiça”.
As greves não acabaram, com exceção de apenas duas do SFJ. O SOJ lançou uma nova, repondo uma das que o SFJ anulara e estão hoje ativas três diferentes greves. Portanto, o dito acordo não acabou com as greves como é alegado pelo Governo, bem pelo contrário, as greves até têm sido objeto de constantes notícias pelos efeitos que têm causado, com adiamentos, libertação de detidos, etc.
Não se compreende como pode a ministra da Justiça acreditar que aquele acordo trouxe paz social, quando tal não se verifica na realidade.
A dita pacificação terá sido uma promessa meramente administrativa do SFJ à ministra da Justiça e esta acreditou naquilo que o SFJ lhe transmitiu. Mas os Oficiais de Justiça não estão nada pacificados, continuam a fazer as greves disponíveis e até acabam de se mobilizar com um abaixo-assinado dirigido à Assembleia da República, por já não acreditarem no Governo e mesmo naqueles que com ele possam firmar acordos e isto é factual.
A iniciativa do abaixo-assinado partiu de Oficiais de Justiça insatisfeitos e a sua divulgação nacional não chegou a todas as secretarias, motivo pelo qual aqui demos notícia da iniciativa e nos disponibilizamos a receber os abaixo-assinados para os reencaminhar para o sítio certo da iniciativa, para aqueles que não detinham esse conhecimento.
Foram-nos enviados mais de duas dezenas de e-mails, provenientes de outras tantas secretarias judiciais e do Ministério Público, correspondentes àqueles que não tiveram acesso ao e-mail original com a indicação de envio.
O nosso e-mail geral serviu como alternativa aos poucos que não tiveram acesso ao e-mail original e esses poucos enviaram-nos, logo no primeiro dia mais de 200 assinaturas e no segundo dia já contávamos 500 assinaturas e estes são os tais poucos que não tiveram acesso ao e-mail original que divulgou a iniciativa e indicava o e-mail para onde deviam enviar os abaixo-assinados.
Ontem, ao final do dia, remetemos para os elementos da iniciativa os mais de duas dezenas de abaixo-assinados que recebemos, contendo as tais centenas de assinaturas que são, repetimos, as poucas que apenas souberam da iniciativa através da nossa página, sem terem recebido a comunicação original.
Quer isto dizer que, em todo o país, a recolha de assinaturas atingirá um nível considerável de Oficiais de Justiça, Oficiais de Justiça estes que não se mostram ser parte dos pacificados pelo tal acordo.
A realidade mostra a todos que não há paz social nenhuma provinda daquele acordo, pelo que a afirmação da ministra da Justiça é ilusória, como também afirma o SOJ na sua página do Facebook: “Os factos demonstram que a Senhora Ministra da Justiça, infelizmente para o sistema de justiça, está a viver uma realidade virtual...”
A realidade virtual da ministra da Justiça parte do convencimento de que a realidade é de determinada forma, quando o que todos vemos no dia a dia é uma realidade muito diferente, talvez ainda mais distante do seu convencimento depois de assinado o acordo.
Por isso, podemos afirmar que o tal acordo não trouxe pacificação nenhuma, pelo contrário, intensificou o desânimo e encorajou o prosseguimento da luta contra o atual estado a que a carreira chegou. O acordo não pacificou, apenas intensificou o descontentamento.
Apesar de tudo o que vem acontecendo no último mês, pós-acordo, a “realidade real” ainda não se conseguiu impor, ou talvez já não se consiga impor à “realidade virtual” onde alguns preferem viver e acreditar.

Fontes: Reprodução do e-mail da MJ na página oficial do “SFJ” e no “Facebook”; notícia da libertação de detidos em Matosinhos no “Jornal de Notícias”, bem como de muitos outros casos idênticos por todo o país em “CNN Portugal”; notícia do abaixo-assinado, por exemplo: em órgãos de cobertura nacional como o “Eco”, o jornal “i” ou o “Sapo24” e em órgãos locais como o “Notícias Maia” e “SOJ-Facebook”.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
Nem mais 👍Comeram a carne, roam os ossos Pro …..
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