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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
Depois de ter sido afastada como comentadora da RTP, Raquel Varela acaba de apresentar o “Maio”, um jornal que surge como espaço coletivo de crítica social e defesa dos direitos laborais. Com financiamento de sindicatos e leitores, publicará semanalmente artigos, entrevistas e reportagens, propondo-se ser voz independente dos trabalhadores.
Após mais de uma década como comentadora na RTP e dispensada, Raquel Varela, historiadora de 47 anos, lançou este projeto editorial que se quer coletivo e voltado para quem vive do trabalho.
Em publicações no Instagram, a académica explicou que a sua saída coincidiu com a presença de comentadores ligados à extrema-direita na televisão e denunciou o risco de uma comunicação social dominada por linhas ideológicas restritivas.
“Esta minha carta é um convite à ação. A minha dispensa da RTP coincidiu com a apresentação de um programa com comentadores da área da extrema-direita (já quase não há direita), um deles fascista não disfarçado… Recebi apoio público de homens e mulheres de trabalho, da cultura, literatura, jornalismo. A todos, o meu muito obrigada”, escreveu Varela, destacando que os números e mensagens recebidas evidenciam a necessidade de uma esfera pública mais plural.
“O trabalho no Maio é hoje voluntário. Se querem ser apoiantes, subscrevam a “newsletter”. Se vos interessa ser sócios ou prestar ajuda técnica, enviem um e-mail para contacto@jornalmaio.org", apelou Varela, sublinhando que, se não for com o "Maio", é essencial que as pessoas se organizem noutro projeto.
O "Maio" nasceu da colaboração entre sindicalistas, jornalistas e ativistas, sendo financiado por cinco sindicatos independentes – SITEU, STASA, SNTSF, STOP e Simmper – e pelos leitores, uma abordagem inédita em Portugal desde os anos 1990. O jornal publicará semanalmente reportagens, artigos longos, crónicas e entrevistas e prepara ainda o videocast "Tempo contra o Tempo", focado na análise política e laboral.
“O fascismo não se derrota só, nem principalmente, nas urnas. Derrota-se com organização”, escreveu Raquel Varela no Instagram, em referência ao projeto de alterações à lei laboral do Governo AD, apoiado pela Iniciativa Liberal e pelo Chega, que considera uma "contrarreforma" que ameaça direitos básicos dos trabalhadores, incluindo a greve.
“O Maio é um espaço para debater ideias ao serviço da ação libertadora. A ordem do dia é a informação e organização independente de quem trabalha, o combate às guerras e à destruição de direitos que o capitalismo traz no seu ventre”, pode ler-se no texto de apresentação do jornal.
A associação proprietária da publicação está ainda em processo de legalização e seguir-se-á o registo do jornal na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), tendo o lançamento sido antecipado face às alterações à lei do trabalho contempladas pelo Governo.
“Ganhou particular urgência trazê-lo à vida quando o Governo AD, apoiado pela Iniciativa Liberal e o Chega, apresenta um projeto de alterações à lei laboral que ameaça os direitos mais elementares dos trabalhadores, incluindo o direito à greve”, refere Raquel Varela.

Na apresentação do jornal lê-se assim:
«“Maio”: para pensar e ajudar a transformar o mundo.
Imaginemos, em cada rua das nossas cidades, vilas e aldeias, um café. Ali se debatem temas, se faz teatro, se lê em voz alta, se toca, canta, dança; enfim, se imagina e planeia outro mundo. Uma democracia real, face a face, sem muros nem ameias. Assim nasceu no mundo, e também em Portugal, a esfera pública.
Depois do café, o jornal. Um espaço coletivo onde se expõem, debatem e repensam ideias. Onde se dão e recebem informações úteis sobre vida e luta, política, sociedade, economia, trabalho. Onde se relatam e trocam experiências, se tiram e debatem lições. Tal é o Maio. Um lugar onde cidadãos, gente que vive do trabalho, manual e intelectual, se propõe criticar radicalmente a sociedade onde vive. Rejeitando, na teoria e na prática, que a forma mercadoria e o lucro, ou seja, o capitalismo, seja o fim da história, o único modo possível de organizar a produção e as relações humanas.
Um espaço que só pode ser democrático e unitário se expusermos abertamente as nossas discordâncias ⎼ sem concessões no conteúdo, mas fraternalmente na forma.
Somos socialistas, acreditamos que a verdadeira democracia, liberdade e igualdade só são possíveis construindo o bem comum e em liberdade. Dar tudo a todos. Expandir o acesso de todos aos meios de produção, educação e cultura, eliminando a propriedade privada dos grandes meios de produção e troca, os privilégios de classe a ela associados, concentrados numa riqueza obscena que veda o acesso da maioria dos trabalhadores a uma vida digna, plena de sentido e livre.
O socialismo no qual acreditamos é um caminho de liberdade, igualdade e trabalho com sentido para todos: os produtores associados deterão a propriedade social dos meios de produção, imaginando e decidindo coletivamente como viver em sociedade, cooperativamente.
Para alcançar essa liberdade, a ordem do dia é a informação e organização independente de quem trabalha, o combate às guerras e à destruição de direitos que o capitalismo traz no seu ventre. A expropriação do capital, a emancipação do trabalho assalariado será obra dos próprios trabalhadores.
Foram tantos os becos sem saída; o debate tem de ser crítico e livre ⎼ mas não fútil: medir ideias ao serviço da ação libertadora.»
Era um bigode vistoso, de cerca de 30 anos, mas rapou-o e agora, Carlos, ele até parece outra pessoa; não o reconheci à primeira.

Fontes: “Jornal Maio” e artigos em: “Jornal de Notícias” e “Eco”.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
Parece-me que se discutem minudências... completam...
Sim, o mais provável é que venha a ser adiada, dad...
partilhe o que sabe, Colega.
Um dos... retirou-se com a atribuição de um (1) mi...
Mais uma reunião que vai ser adiada (menos a troca...
Nada disso, a reunião vai ser adiada. Contudo deix...
O problema é que o gozo traduz-se num prejuízo de ...
estamos cheios de medo do estatuto, dai termos par...
é para desejar um Feliz 2026.
Desde Junho que são reuniões e mais reuniões... Re...
Vai voltar a haver uma reunião?! Só pode ser para ...
Caros colegas, venho aqui só para avisar que agora...
Não há da FESINAP mas há de outra entidade sindica...
€€ 7 anos 2 meses 26 dias
De Anónimo a 04.12.2025 às 13:06Porventura alguns ...
Onde se pode ver o pré-aviso do Fesinap, é que o s...
conivente:adj.m. e adj.f.1. Diz-se daquele que é c...
Quem puder que fuja.Malta nova, pirem-se enquanto ...
Nem aos 200€ conseguiram chegarehehehcoveiros
Ora aqui estão os senhores administradores e pides...
Deixe lá, quando estivermos todos na cova a coisa ...
Pode ser que não vos calhe ficarem transtornados c...
para 04.12.2025 às 10:41És maior! dignidade para ...
Se eu fosse administrador ou mandasse alguma coisa...
LADRÕES!!!!!!!!LADRÕES!!!!!!!!OJ´s na miseria!!!!!...