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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
Não, a greve geral, bem como a greve de ontem, não foram “inexpressivas”, como classificou o Governo a greve geral, pelo contrário, a greve geral foi muito eloquente, não só pela adesão massiva em muitos setores, com adesões a 100%, como ainda pela enorme presença nas ruas por todo o país.
Os trabalhadores expressaram-se muito bem, embora o Governo continue a fazer de conta que não se passou nada e que apenas houve uma minoria a aderir à greve, a par de outras falsidades, como a do pacote laboral se destinar apenas aos trabalhadores do setor privado, entre outros disparates e mentiras.
O que faltou ao Governo dizer foi apenas que aquelas manifestações na rua e em frente à Assembleia da República era manifestações de apoio ao Governo e ao seu pacote. Sim, só faltou mesmo dizer isso.
É verdade que na aritmética de todos os trabalhadores, os trabalhadores do setor privado das empresas de menor dimensão não aderiram à greve, tal como nunca o fizeram, precisamente por estarem subjugados e coagidos pelas respetivas entidades patronais que reagem sempre com desagrado e com assédio a qualquer vislumbre reivindicativo de qualquer um dos seus trabalhadores.
Em Portugal, país de pequenas empresas, a proximidade e o peso do patrão impedem qualquer manifestação de liberdade dos trabalhadores que nem sequer se atrevem a qualquer tipo de filiação sindical, quanto mais a aderir a greves.
As relações laborais são, para milhões de trabalhadores em Portugal, relações de medo; medo de represálias e medo de perder o emprego. Este medo existe maioritariamente no setor privado, mas também existe no setor público, principalmente nos Assistentes Operacionais ao serviço dos municípios, onde existe uma verdadeira perseguição dos não alinhados.
É esta a realidade que Luís Montenegro conhece: a realidade dos trabalhadores coagidos, temerosos e bem-comportados. É esta a realidade que contabiliza e, sim, nesse mundo a adesão à greve geral terá rondado os 5% como a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) informou.
Não temos dúvidas nenhumas de que esses 5% de adesão podem ser perfeitamente verdadeiros no mundo do trabalho sob coação. No entanto, esses 5% são muitos, porque nesse mundo a adesão deveria ser algo próximo do zero. Por isso, esses 5% são muito expressivos.
No resto do mundo laboral, onde os trabalhadores já conseguiram emancipar-se do medo, a adesão foi enorme e não foi só no setor público, pois muitas grandes empresas privadas estiveram encerradas completamente ou com linhas de produção suspensas em face da grande adesão dos trabalhadores à greve geral.
A visão parcial do Governo ignorando o mar de trabalhadores que aderiram à greve, pertencentes ao setor público e às grandes empresas deste país, focando-se apenas nas pequenas empresas locais que empregam até meia-dúzia de trabalhadores, nas empresas que mantêm uma permanente ameaça de despedimento ou só possuem ao serviço trabalhadores precários, a recibos verdes ou de empresas de trabalho temporário, constitui um enviesamento vergonhoso.
Ninguém que tenha a ambição de possuir um emprego permanente aderirá a uma greve. Não é por cobardia que esses trabalhadores não aderem às greves, é por necessidade, mesmo por sobrevivência, em face do temor que lhes é incutido e que vão comprovando e experimentando a cada dia.
Mas a falta de todos esses; de toda essa maioria que está impossibilitada de se manifestar livremente, não anula a minoria liberta desses constrangimentos. A greve existiu e teve uma enorme expressão e isso que não vimos nas ruas todos aqueles que efetivamente aderiram à greve.
Por isso, quando o Governo distorce a realidade e mente aos portugueses, está a afastar-se destes. É uma burrice que acabará por ser paga, porque os trabalhadores não se esquecerão de a cobrar.
Entretanto, convém que os trabalhadores aprendam com estas atitudes do Governo e especialmente os dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça à mesa das negociações com o Governo.
O Governo chamou a UGT para uma reunião no próximo dia 16DEZ, porque sabe que a UGT tem sido mais fácil de persuadir a assinar acordos. Da mesma forma que chama SFJ e SOJ para a reunião do mesmo dia 16DEZ, aqui sem excluir nenhum deles, porque sabe que ambos são igualmente fáceis para assinar acordos.
É necessário que todos os representantes dos trabalhadores estejam atentos; muito atentos, pois, como bem se vê, o Governo não é composto por gente confiável, estando a alinhar-se com a atual tendência geral das nações e partidos prepotentes e fascizantes, da deformação da realidade para construir falsidades convenientes.

Vejamos um caso paradigmático.
O Expresso traz-nos esta semana uma entrevista com o presidente da DST, uma das maiores empresas e grupo empresarial de Portugal, da área da construção.
O grupo DST fatura 700 milhões de euros e tem um EBITDA (lucros antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) de 80 milhões de euros.
Nos últimos anos a DST distinguiu-se pela aposta na formação técnica e cultural dos trabalhadores.
O presidente, José Teixeira, diz que o seu passado de trabalhador o ajudou a colocar-se nos sapatos dos outros e procurar-lhes "uma vida melhor, de procurar melhores condições de trabalho, com muita formação, muita ciência, muito conhecimento".
Lembra que as empresas são mais que máquinas de gerar lucros e, por isso, o grupo só paga dividendos nas empresas onde os trabalhadores têm uma participação no capital. Atente-se bem nisto. Nas outras, “vivemos dos salários e investimos o que ganhamos para criar mais fábricas, criar mais indústria, melhorar salários e por aí fora”.
Se os empresários quiserem tudo para si, "se forem bulímicos" apenas terão trabalhadores que obedecem, não trabalhadores que criam e acrescentam valor, considera o presidente da DST.
Não se lembra da última vez que despediu alguém mas quer sempre saber por que é que os trabalhadores que contratou querem sair da empresa.
Sobre a greve geral diz que não lhe agrada o clima de tensão social que se instalou com a proposta de revisão do Código do Trabalho, que culminou na greve geral: “É uma batalha sem sentido, deixem os trabalhadores em paz!”, apela, para concluir que essa batalha sem sentido é influenciada por “alguns empresários muito conservadores”.
José Teixeira diz que a legislação laboral não atormenta os empresários e o Governo está a criar uma tempestade desnecessária. “Por haver um incumprimento mínimo na amamentação, cria-se uma regra para todos? Contratos a prazo por mais anos? Isso não é preciso para nada”.
E refere-se sempre aos “Trabalhadores”. O presidente do Conselho de Administração do grupo bracarense de construção DST, insiste na palavra: “Trabalhadores”. E explica porquê: “nós não temos colaboradores, temos trabalhadores. Colaborador é uma designação que se inventou para retirar o valor ao trabalho”. Um valor que, diz, “é o princípio de tudo”.
Esta interessante entrevista do presidente de um dos maiores grupos empresariais do país, continua abordando outros aspetos que os empresários conservadores amigos e conselheiros de Montenegro nem se atrevem a sonhar.
José Teixeira disse que não obriga ninguém a ler, mas, admitiu que “na empresa temos um tempo específico por dia para ler. Faz parte do horário de trabalho. Ora, se faz parte do horário de trabalho e o trabalhador não o faz, está a faltar ao trabalho”.
Mais, a avaliação de desempenho do Grupo DST inclui idas ao teatro, exposições, leitura. E inclui também aulas de filosofia, retórica, história da arte e outras matérias incomuns num grupo de construção; sempre em horário de trabalho.
“Faz parte do plano anual de formação”, explica José Teixeira, garantindo que envolve todos os trabalhadores, desde o chão de fábrica até aos engenheiros. “As aulas de filosofia são as mais concorridas, na última estavam 480 trabalhadores “online” e no final temos sempre de terminar porque há muitas perguntas”, reforça, acrescentando que “os trabalhadores não querem pão com manteiga. Querem coisas difíceis”.
Perguntado se esse investimento tem retorno? José Teixeira garantiu que sim, “porque a cultura tem um valor económico. Um país sem cultura não sobrevive, uma economia sem cultura não avança”. Mas mesmo que não tivesse um retorno financeiro, o retorno social estava garantido. Estas sementes que procura lançar não vão dar frutos de igual forma em todos os trabalhadores, reconhece. Mas darão em alguns, “e isso basta”, sintetiza o presidente da DST.

Fonte: Expresso, jornal físico e nos seguintes artigos “online”: “Expresso#1”, “Expresso#2”, “Expresso#3” e “Expresso#4”.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
IssoMuito medo!!!Afinal temos magistrados que nos...
Adoro ser chegano também contra gente como tu que ...
disseste sim, porque uma árvore não faz a floresta
Claro que adoras.A inutilidade e o intestino ligad...
Sim querida.Mamas tu cheia de inveja de quem não ...
O PCC e o Comando Vermelho já estão aí em força. C...
Para o das 17:23Depois queres continuar a mamar e ...
MedoMedoMedoUhhhhhh
A morte está certa!!Tens medo, não saias de casa...
Que medo
Adoro ser chegano inútil Adoro mesmo!!!
E se for assistente técnico? Qual é o problema? Di...
Este foi um falso alarme, mas os tiros no carro da...
Não se preocupem, com ou sem o vosso Adolf Ventura...
Isso mesmoMedoBloguers apelem mais ao medoUiiiAiii...
AiiiiiiQue medo da licença sem genvimento querida
Peçam grau 4 agora
Daqui a dias metem-te em licença sem vencimento.
Tenham medoUuuhhhhhhMedoUuuuuu
Essa foi a primeira.A segunda vai ser quando nos a...
A minha bomba é estar de baixa contra o ROUBO do...
Bombistas nos tribunais é o que há mais e boŕ...
estás a denegrir o trabalho dos oficiais de justiç...
Coitadinho do fascista de meia tijela, hoje é que ...
Os bombistas não ameaçam as mesas de voto??Afina...