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Oficial de Justiça

Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 6 anos de publicações diárias especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça



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GREVE EM CURSO:
Está a decorrer entre o dia 22JAN e o dia 21DEZ de 2020 a greve decretada pelo SOJ ao trabalho fora das horas normais de expediente, em dois períodos de cada dia: um período de 1 hora entre as 12H30 e as 13H30 e outro período de 16 horas, depois das 17H00 até às 09H00 do dia seguinte. Esta greve abrange todos os Oficiais de Justiça, sindicalizados ou não, perante qualquer diligência, ainda que tenha caráter urgente, na hora de almoço, existindo no entanto serviços mínimos decretados para o 2º período com um total de 16 horas, depois das 17H00.
Pode aceder por aqui ao ofício da DGAJ contendo a indicação dos serviços mínimos.
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Sábado, 29.08.15

A Espiclondrífica Atuação da DGAJ

     Foi ontem publicado no Público um artigo que aborda a problemática deste movimento extraordinário em curso e as excecionalidades entretanto criadas pela Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), entidade do Ministério da Justiça, relativas à não colocação de mais de 80 candidatos que ainda se mostram por colocar da totalidade dos 600 anunciados para o primeiro dia de setembro.

     A DGAJ dá o dito por não dito e embora sempre tivesse reiterado que procederia a colocações oficiosas e indicado a forma como o faria, aliás de acordo com o previsto no Estatuto EFJ, resolve agora fazer tábua rasa de tudo, assim desrespeitando os candidatos, o concurso, o Estatuto EFJ e, também, desrespeitando-se a si própria, aprofundando o descrédito geral de que já padecia, precisamente pelo desrespeito das pessoas que, acredite-se ou não, são de facto os Oficiais de Justiça.

   Diz agora a DGAJ, não só ao Público, como também assim anda a responder às “reclamações” ou “exposições” ou “manifestos de desagrado” efetuadas por vários candidatos, que não procederá às colocações oficiosas porque, entretanto, se apercebeu que, no seu entender, é melhor proceder de outra forma.

     Se esta atitude é grave, mais grave ainda é andar a dizer que tal alteração é solicitada pelos candidatos e vai ao encontro das suas aspirações, quando não os auscultou. Note-se que para aqueles cerca de 80 lugares há quase centena e meia de candidatos pendentes e, para além desses há aqueles que se mostram com lugares atribuídos no projeto de movimento mas cujas opções foram efetuadas tendo como uma das premissas, na elaboração e ponderação das suas opções nos requerimentos apresentados, a hipótese alternativa das colocações oficiosas.

     Nesses requerimentos apresentados, os mais de 500 candidatos com lugares provisoriamente atribuídos, ponderaram as colocações oficiosas; uns aumentaram o número de opções, colocando dezenas, até mais de uma centena de lugares, mesmo não gostando dessas opções e mesmo em prejuízo pessoal, mas tentando a todo o custo evitar as colocações oficiosas anunciadas. Por outro lado, outros efetuaram requerimentos com menos opções porque pretendiam apenas aqueles lugares referidos e, fora disso, pretendiam ser colocados oficiosamente para poderem concorrer aos movimentos seguintes sem aguardar os dois anos.

     Estes mais de 500 candidatos acreditaram nas informações prestadas pela DGAJ e não foram agora auscultados, tal como acreditaram na DGAJ e também não foram auscultados a centena e meia de candidatos que ainda aguardam pelas colocações nos cerca de 80 lugares que ainda restam por preencher.

     Assim, quando a DGAJ afirma que é da conveniência dos candidatos a não colocação oficiosa e que os mesmos manifestaram essa intenção, é uma falsidade total e completa.

     A DGAJ afirmou ao Público que os 600 candidatos serão de facto colocados e que haverá uma segunda fase de colocações.

     O que significa esta “segunda fase de colocações”?

     Que finalmente procederá às colocações oficiosas desde sempre anunciadas? Que procederá a um novo movimento extraordinário? Que colocará no próximo movimento ordinário?

     A estas questões não temos respostas concretas mas uma coisa é, de momento, certa:

     a) O movimento não foi efetuado da forma prevista, tendo havido uma ignóbil mudança das regras a meio do jogo e

     b) Haverá uma segunda volta que ainda não se sabe como será.

DGAJ.jpg

     Atentemos numa comunicação-resposta enviada por e-mail a alguns candidatos, subscrita por jurista da DGAJ, que o Público também reproduz no seu artigo:

     «Optando-se pelas colocações oficiosas, um elevado número de candidatos seriam colocados em tribunais para os quais não concorreram (não apresentaram qualquer candidatura ou, tendo-a apresentado, não manifestaram preferência pelos lugares disponíveis), o que conduziria inevitavelmente a situações de não-aceitação do lugar e consequentemente obstar ao preenchimento das vagas no mesmo movimento com manifesto prejuízo do interesse público.

     Releva, igualmente, que as colocações se iniciariam pelo candidato graduado em 650º lugar (colocação por ordem inversa da graduação), com classificação de 9,50 valores, o que determinaria a preterição de muitos candidatos com uma classificação na prova de conhecimentos.

     Neste momento, estamos em condições de referir que a maioria dos candidatos a colocar oficiosamente se situariam num intervalo entre 9,50 e 10 valores, por referência à classificação da prova de conhecimentos.

     Após cuidada ponderação, a que não foi alheio o que impõe a Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, que aprova a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, entendeu-se que as nomeações oficiosas não se adequariam com a prossecução dos interesses dos candidatos que não obtiveram colocação nem seria a melhor solução para o interesse público.

     Assim, num futuro movimento todos os candidatos não colocados terão oportunidade de, em igualdade de circunstâncias, se candidatarem aos lugares disponibilizados. Notamos que a prova de conhecimentos realizada por estes candidatos se encontra válida pelo período de três anos, conforme dispõe o Estatuto dos Funcionários de Justiça.

     Alerta-se para a necessidade de consulta diária da página eletrónica da DGAJ na qual será colocada a data de abertura e outras instruções pertinentes sobre o movimento.»

     Nesta missiva a DGAJ invoca, por duas vezes, o “interesse público” e refere que é melhor não aplicar o Estatuto EFJ para as colocações oficiosas, sendo preferível a LGTFP, para concluir que, afinal o Estatuto já é válido para os três anos de validade da prova.

     O Estatuto só é respeitado e observado para aquilo que lhes interessa, sendo ignorado ou desprezado ou relegado para segundo plano quando não convém observá-lo, alegando, sem especificar, que distinta legislação se lhe sobrepõe e, como habitualmente, o omnipresente e omnipotente “interesse público”.

     O “interesse público” é – mas a DGAJ não sabe – o respeito pela legislação, pela palavra dada e pelas pessoas. Também se chama a isto Confiança e constitui um importante pilar constitucional. É nestes fatores que há verdadeiro interesse público e é precisamente nestes três fatores que a DGAJ não revelou o mais mínimo interesse público, criando nos candidatos a Oficiais de Justiça e, bem assim, nestes últimos, uma única certeza: a DGAJ não é de confiança e aquilo que hoje diz ser branco pode perfeitamente vir a ser preto, alegando que, afinal, ponderando melhor, aquela cor não era verdadeiramente branca e é melhor que seja preta porque, aliás, até há quem goste mais desta.

DiretorGeral-DGAJ-PedroLimaGoncalves.jpg

     No artigo do Público consta o seguinte:

     «Os candidatos aprovados nos exames de admissão que ficaram sem colocação acusam a DGAJ de má-fé, por ter mudado as regras a meio do concurso. E insistem que foram aconselhados por funcionários da própria direção-geral e dos tribunais a não concorrer às 600 vagas disponíveis, por tal não ser necessário, já que, se não ficassem nos lugares da sua preferência, seriam colocados, por ordem da DGAJ, ainda que de forma inversa à ordem de classificação que tinham obtido.

     É o caso da mulher do advogado Hugo Saraiva, 31 anos, que tendo ficado a meio da tabela dos 650 classificados aprovados, considerava garantida a entrada, segundo as informações da DGAJ e dos sindicatos. Por isso, despediu-se do escritório de advogados onde trabalhava para cumprir o aviso prévio legal e poder começar em Setembro, como lhe tinham prometido.

     “Desvirtuaram por completo o concurso. A meio do processo é que decidiram não fazer as colocações oficiosas. Não podiam mudar as regras a meio do jogo”, insiste Hugo Saraiva. O advogado diz-se preocupado com a mulher, que está psicologicamente afetada com a situação.

     “Afinal, a minha mulher desempregou-se para ficar em casa, quando tinha uma expectativa legítima de ir trabalhar para os tribunais”, refere. Para Hugo Saraiva, a única explicação para o que aconteceu é o Ministério da Justiça estar a apressar a colocação das pessoas “por causa das eleições”.

     Mais dois candidatos contactados pelo Público, que pediram o anonimato por temerem represálias, confirmam ter recebido sempre a indicação que se não ficassem nos locais a que concorreram seriam colocados oficiosamente. Um, que tinha ficado classificado entre os primeiros 300 candidatos, era subgerente de uma loja no Norte do país e despediu-se. Continua disponível para ocupar um lugar em qualquer zona do país e lamenta ter sido mal informada. “Tinham que nos avisar que corríamos o risco de não ficar colocados”, sustenta, dizendo-se frustrada com a situação. “Perdi o meu emprego e agora encontro-me sem nada”.

     O presidente do Sindicato dos Oficiais da Justiça, Carlos Almeida, diz que a não realização das colocações oficiosas terá sido ordenada pelo Ministério da Justiça à DGAJ, acusando esta direção-geral de má-fé “por não ter informado corretamente os candidatos”. O dirigente diz temer que a mudança de Governo faça com que estes candidatos nunca mais entrem nos tribunais. Sublinha, por outro lado, que num despacho de 23 de Julho, o diretor-geral dizia expressamente que “as primeiras colocações, caso os candidatos não obtenham colocação a seu pedido, o critério a observar, para as colocações oficiosas, será a graduação inversa dos candidatos e ordenação por ordem alfabética das secretarias”.

     A DGAJ diz que tal referência era apenas uma “hipótese” que necessitava sempre de “decisão sobre a sua efetivação, ou não”.»

     Esta alegada “hipótese” que carece de “decisão” prévia, consta especificada e prevista no artigo 46º do Estatuto EFJ, aí não constando que seja uma mera hipótese ou que careça de qualquer decisão prévia e tanto não é assim que este preceito legal sempre foi anunciado ao longo de todo o procedimento concursal e movimento extraordinário como aplicável. Isto é, na eventualidade de carecer de decisão prévia, esta já fora tomada. Assim concluímos que nada do que a DGAJ vem alegar para a sua errática atuação tem qualquer correspondência com a realidade nem com a legalidade.

     Outra das enormidades comunicadas, consiste em vir agora alegar que se verificou que a previsão do Estatuto, relativamente às colocações oficiosas, pode colocar pessoas em lugares que podem não ser do seu interesse.

     Mas isto é o quê? Só agora é que passaram a conhecer o Estatuto? Só agora é que se aperceberam que as colocações oficiosas são mesmo assim? Não sabem que existe um outro artigo (o 13º, nº. 2, do EFJ) que permite a quem seja colocado oficiosamente começar a concorrer aos movimentos sem ter que aguardar dois anos?

     Pois não sabem mas deveriam saber, uma vez que os candidatos ao ingresso sabem e com isso contavam desde sempre, colocando as suas opções tendo sempre presente as regras do Estatuto que a DGAJ parecia estar e queria cumprir mas agora se constata que não é bem assim; a DGAJ não só muda as regras a seu bel-prazer como não observa os preceitos legais e desrespeita a confiança das pessoas, em alguns casos infligindo-lhes graves prejuízos pessoais, familiares, sociais e profissionais.

     A este propósito o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) mantém na sua página a informação já disponibilizada desde a divulgação do projeto do movimento, que, em suma, consiste na divulgação da posição da DGAJ sobre mais este atropelo das regras estatutárias, não manifestando qualquer oposição ao mesmo.

SOJ.jpg

      Quanto ao Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) publicou o seguinte:

     «Durante anos foi sendo afirmado publicamente que as ações do SOJ, na defesa de concursos legais, conduziriam ao despedimento de trabalhadores. Sabiam que tudo isso era falso, mas afirmavam-se, de forma hipócrita, preocupados com a vida desses colegas.

     Agora, perante situações reais, uns assobiam para o lado – é mais fácil ser a caixa-de-ressonância da direção-geral –, outros refugiam-se numa retórica que nada garante…

     Enquanto cada um de nós, Oficiais de Justiça, olharmos para o problema do outro, como sendo só dele, não conseguiremos alcançar, enquanto classe profissional, o respeito que nos é devido.

     Dizem, como se fosse verdade, que só foram recebidas 9 reclamações…

     Alegam que as colocações oficiosas eram contra o interesse das pessoas, como se o “sonho” delas fosse o desemprego…

     Garantem que o concurso tem a validade de 3 anos, mas não o conseguiram garantir para o concurso anterior, efetuado nos mesmos moldes…

     Não o conseguiram garantir para os cursos de promoção a Escrivão de Direito e de Técnico de Justiça Principal…

     Depois referem como “hipótese”, o que consta do artigo 46.º do Estatuto…

     Tudo isto é afirmado, porque sabem que há um medo que faz calar a verdade… a não ser esse medo, todos nós diríamos aqui: basta de falta de consideração pelas pessoas, basta de falta de consideração por esta classe…»

     Na página do Facebook do SOJ consta ainda uma publicação com imagem e citação de Bertolt Brecht muito apropriada e que diz assim: "Que tempos são estes em que temos que defender o óbvio?"

InterrogacaoCabecada.jpg

por: GF
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às 08:09


15 comentários

De Daniel a 29.08.2015 às 10:01

Apenas pedia por parte da DGAJ, que indicasse uma data, ou uma possível data para a melhor resolução disto. Não é muito agradável estar nesta ansiedade todo o dia, e visitar a página da DGAJ milhentas vezes ao dia á espera que algo de bom aconteça aos oficiosos. Resta a esperança que isto tenha um ponto positivo, o ficar colocado em opção por mim escolhida, se bem que a parte positiva era ficar colocado, ponto.

De Anónimo a 29.08.2015 às 13:31

A realidade é que qualquer pessoa que tinha boa nota não poderia arriscar em ser colocado oficiosamente...e existiu quem corre-se esse risco, e a dgaj já deixou claro que se colocar oficiosamente com as regras previstas as melhores notas não entram....muito honestamente essa historia da mulher do advogado é ridícula...quando concorremos a um concurso temos que saber as regras do jogo, e claro jogar sempre pelo seguro para não correr riscos...sendo mulher de um advogado deveria saber mais do que ninguém os riscos que estava a correr...

De Anónimo a 29.08.2015 às 14:54

As regras do jogo deveriam ter sido as de sempre......A haver alteraçoes de regras era serem explicadas na carta do n mecanografico deu para ver que estas colocado se calhar graduado ultimos 30.

De Anónimo a 29.08.2015 às 17:00

Eu tive 18,5...mas não fui convencido nem burro, é obvio que se eu deixa-se ir para oficioso, nem sequer entrava porque a ordem preferencial de colocação é por ordem inversa(ou seja das menores notas para as maiores)...por tal quem tinha boas notas tinha que evitar esta situação tão simples quanto isto, neste momento vou para um sitio que nem sequer conheço nem nunca estive lá...mas sabe é a vida...ao menos estou lá dentro...agora estes xicos-espertos, que queriam ir para oficiosos para pedirem transferência ao fim de 2 meses...a brincadeira ficou cara.....contudo boa sorte para voces....

De Anónimo a 29.08.2015 às 15:29

Tenho um filho pequeno que faz birras assim a meio de um jogo que não lhe está a correr bem e quer alterar as regras a seu gosto. Quando lhe digo que não pode alterar as regras combinadas quando lhe apetece, fico com a impressão que não me percebe ou não aceita mas dou-lhe um desconto por ser muito pequeno, mas esta malta da DGAJ já não devem ser assim tão putos, pois não?

De C a 30.08.2015 às 11:18

Concordo plenamente com o Oficial de Justiça, isto não faz sentido absolutamente nenhum.Que a regra das colocações oficiosas por ordem inversa à da classificação é injusta, todos sabemos e gostaríamos que fosse alterada. Mas informar que se vai proceder assim e depois não o fazer, e ainda por cima, não dizer o que vai acontecer a seguir, é muito pior.

É tudo muito estranho e causa prejuízo às pessoas, que ciraram expetativas diversas da realidade. Informação clara a transparente é o que se espera nos dias de hoje, mas os políticos e seus adjuvantes infelizmente ainda não perceberam isso. Acredito na existência de reclamações sobre o sistema de colocações oficiosas, mas não acredito na sua abundância, nem acredito que esse é o motivo por detrás da alteração.

Embora os próprios candidatos, em vários casos não tenham agido da melhor forma. Quer dizer, os que estavam no início da lista de classificações estavam cheios de medo e precaveram-se, até aí tudo bem, seria de esperar e atender a isso. Agora os do meio acharem que era garantida a entrada, não faz sentido. Dado que, (ao que tudo indicava) estavam 650 a concorrer para 600 vagas e eram os dos meio os mais vulneraveis a ficarem de fora, mesmo que houvessem colocações oficiosas, pois as colocações começavam das pontas, primeiro pelos primeiros classificados e por ordem de preferências e vagas, depois as oficiosas pelos últimos. Daí eu não compreender como é que havia pessoas com tanta certeza de que iam entrar, principalmente pessoas que não estavam no topo da lista, quando o sistema nada garantia.

E também não entendo a lógica das reclamações que vejo, se as pessoas se despediram sem garantias e agora estão numa situação complicada, não são as colocações oficiosas que o resolveriam. Iriam ficar sempre pessoas de fora e poderiam algumas delas ter-se despedido nessa ilusão da colocação. Assim como, iriam ser colocadas pessoas que não cumpriram as formalidades para saírem dos empregos anteriores, com problemas como o do pagamento de indemnizações. A questão é outra, é que entre o anúncio oficial de que as pessoas vão trabalhar para determinado lugar na função pública e a data em que têm de se apresentar ao trabalho não decorre tempo suficiente para as pessoas organizarem a sua vida, o que menos sentido faz quando estamos a falar de concursos que decorrem ao longo de meses e anos, com prazos para tudo e mais alguma coisa menos para o cumprimento das normas de rescisão de contratos.

De Anónimo a 31.08.2015 às 15:03

Para quem obteve 18,5 valores, devia saber um pouco mais de português...O Verbo deixar, utilizado pelo brilhante candidato de 18,5 valores, conjuga-se, na frase em questão, ...se eu deixasse...

De oficialdejustica a 31.08.2015 às 16:35

Ora ainda bem que alguém suscitou esta questão.
Há aqui comentários que carecem de muita correção na escrita e isso pode ser um precioso treino para a escrita nos tribunais, pois a escreverem assim terão certamente muitos dissabores, essencialmente com os magistrados que passarão o tempo a corrigir a vossa escrita que deve ser muito cuidada e perderão a paciência.
É inadmissível que lavrem uma ata cheia de erros ou notifiquem alguém também com um texto repleto de erros, até as cartas podem começar a aparecer na Internet como imagens e exemplos da Justiça e vai lá o vosso nome.

É certo que aqui há muito desleixo na escrita mas esforcem-se um pouco mais, aqui, nas SMS, no Facebook, etc. Em cada escrito, por simples e irrisório que seja, de forma a eliminarem os vícios.

Já agora, vamos aproveitar o exemplo do “deixasse” e deste comentário para analisar o resto do comentário. Há mais problemas no mesmo comentário e não é só o texto que está muito mal construído mas há outros erros simples que podem ser corrigidos.

1- As reticências estão coladas às palavras seguintes e estas não começam com maiúscula.
2- Os parêntesis também não devem ficar entalados entre as palavras.
3- Faltam os acentos em "sítio" e "vocês".
4- A vírgula após "xicos-expertos" está mal.
5- O plural de xico-esperto faz-se só com um "s" no final: "xico-expertos"; não são duas palavras, é só uma; o hífen faz a diferença, se não houvesse hífen então seriam dois “s” e
6- as reticências são só de três pontos e não de quatro ou cinco.

Esta é a crítica que pode ser feita àquele comentário tão pequeno; com tão pouco texto, mais de meia-dúzia de erros. Imagine-se agora que era um escrito de várias páginas, relativo a uma audiência de julgamento, que quantidade de erros haveria?

Certamente o autor do comentário sabe e pode escrever melhor mas aqui desleixou-se e escreveu ao sabor do dedo, talvez num telemóvel... Mas, mesmo assim, deve ter sempre mais cuidado, como treino para criar o músculo necessário para enfrentar as dificuldades sem que ninguém se aborreça com ele.

Fica o alerta e o conselho, para quebrar os maus hábitos, e são muitos, para não terem problemas no futuro. Sejam mais cuidadosos, autocríticos e auxiliem-se do corretor ortográfico do processador de texto (MS-Word).

Pululam por aí outros erros gritantes, como: "à anos atrás" em vez de "há anos atrás", ou "fui á secção", em vez de "fui à secção"; muita troca de ás, com e sem acento, para à frente ou para trás, com e sem agá... Também não se diz: "isto nada tem a haver com aquilo" mas sim "isto nada tem que ver com aquilo".

Enfim, treinem; treinem muito, para o músculo crescer. Vai fazer-vos muita falta ter esse músculo forte.

De Anónimo a 31.08.2015 às 23:47

Ilustre, Sr. Oficial de justiça é com elevada estima e consideração, que acuso o comentário de V.ª Ex.ª, e de harmonia com o mesmo cumpre expor e informar o seguinte:


Sou o autor "De Anónimo a 29.08.2015 às 17:00" dos erros sucessivos que constam do comentário supra mencionado.


Agradeço a preocupação de V.ª Ex.ª em elaborar exaustivamente, a correcção de tais erros, sem a sua preciosa ajuda, penso que jamais conseguiria escrever o presente articulado.


Admito os erros que me foram imputados, fato esse que lamento, e desde já me penitencio, publicamente, perante os demais leitores deste Blog.


Os erros ora mencionados, e que tanto ofenderam os leitores mais rigorosos a nível de gramatical ,facilmente se depreenderão que foram efectuados intencionalmente, pois um bom comentário na internet deve cumprir os seguintes requisitos:

a) Ser sintético;
b) Apelativo;
c) De fácil interpretação;
d) Alvo de crítica, e reflexão;
e) Não deve cumprir as regras gramaticais comuns(reticências a meio de frases, e erros gramaticais);


O comentário que foi exposto cumpre tais requisitos, pelo que é considerado um bom comentário, tanto que aqui teve destaque por V.ª Ex.ª, e chama-se a isto marketing digital.


Se tal desiderato, assim não fosse, facilmente se recorreria à correcção gramatical automática, que está disponível, em qualquer software, nomeadamente processador de texto (MS-Word).


A elaboração das atas ou notificações, são efectuadas em documento electrónico nos termos da Lei, cujo o menor dos problemas será a correcção gramatical, uma vez que com um clique se pode corrigir através dos meios informáticos ao nosso dispor.


Por tal o candidato deverá antes demais ter a capacidade para elaborar as demais notificações,atas, e dar andamento correctamente aos processos, com base na Lei.


Face ao supra exposto, cumpre esclarece que nem tudo é o que parece, e provavelmente o Sr. oficial de Justiça terá candidatos a integrar os tribunais com mais qualificações e capacidade que até mesmo os magistrados;

10º
Sendo este um Blog, que se caracteriza pela isenção e de liberdade como V.ª Exc.ª tanto apregoa, e como moderador do mesmo deverá, ser imparcial, independente de um comentário ir contra as suas expectativas, cumprindo assim as regras de ética e deontologia.

Face ao exposto nos termos e demais de Direito queira V.ª Ex.ª pronunciar-se para os fins tidos por convenientes.






De Anonimo a 01.09.2015 às 07:53

Ahaha só falta aí:

P.eE.D.

De Anónimo a 01.09.2015 às 12:58

Só me dá para rir!
Este ano judicial vai ser "especial" em todos os sentidos!!!

De Anónimo a 01.09.2015 às 15:14

ahahah adorei.

De Anónimo a 01.09.2015 às 15:56

Você adora Português ?
Eu também !

Pois então, leia este poema de retrete pública :

Neste lugar solitário
Onde a consistência da verdade se apaga
Até o homem cobarde faz força
Onde o homem valente se caga.

E quando for à missa, não se esqueça de rezar :

A um homem feito de pau
Até eu sei dar o cu.
Agora, a um homem de pau feito
Vai-te foder e dá-lho tu.

De Anónimo a 01.09.2015 às 15:04

Parece-me que alguns dos candidatos escolheram a carreira errada.
Deviam ter concorrido a professores de Língua Portuguesa.
Fiquem tranquilos que esses documentos não vão levar corretor!

Viva o Microsoft Office Word, e as suas correcções !
Se estão tão indignados, o problema é vosso.
Já não tenho dores de costas. E esse mencionado Crash, afinal, era só mais um Splash.

Fiquem con diós !

De Presidente da Reserva a 01.09.2015 às 15:26

A mim ninguém dá baile !


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