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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
Se a ministra da Justiça e a secretária de Justiça visitaram no início da semana a cidade e instalações judiciárias de Braga, como aqui noticiamos, a semana termina amanhã com a visita da nova diretora-geral da DGAJ à mesma cidade.
A diretora-geral da DGAJ, em regime de substituição, tem como propósito da visita no Palácio da Justiça sede de Braga, pelas 11H45, cumprimentar e dar as boas-vindas aos novos Oficiais de Justiça que iniciaram funções este ano e, talvez, prosseguir o discurso vanglorioso da ministra da Justiça, relativamente à grande conquista que representam as 570 novas entradas na carreira; ou talvez não, uma vez que à diretora-geral não compete fazer política e ainda porque a diretora-geral sabe bem que as entradas, que ainda agora estão a deixar o período de formação inicial, ainda sem iniciarem verdadeiramente funções nos locais das colocações, já contam com várias dezenas de desistentes do ingresso, levando a DGAJ a iniciar já procedimentos tendentes para as muitas substituições a que tem de acorrer.
A diretora-geral está a percorrer os vários tribunais, mas só nas sedes das comarcas e nos TAF, para tal propósito de dar as “boas-vindas” aos recém colocados. Na Comarca de Braga foi formalmente requerido que os novos Oficiais de Justiça colocados noutros núcleos se deslocassem à sede para serem igualmente abençoados pelas “boas-vindas” da diretora-geral, mas tal pretensão não foi aceite, pelo que a bênção será só para os colocados na cidade de Braga.
Na sexta-feira, a diretora-geral, para além de Braga, visitará também as comarcas do Porto, do Porto Este e o TAF de Penafiel.
Recordemos que a abertura ao concurso de 570 novos lugares é, enquanto primeiro passo, para um primeiro ano de ingressos, um número valioso, mas, caso este ingresso não seja imediatamente seguido de novos ingressos anuais em quantidade muito semelhante a esta última dimensão, acompanhado das correspondentes e necessárias progressões nos lugares das várias categorias dos demais Oficiais de Justiça, então estas entradas desaparecerão definitivamente na diluição da média de aposentações anuais que se cifra em 350 Oficiais de Justiça; só de aposentações, a que acresce um número muito considerável de muitas dezenas de Oficiais de Justiça que desistem da carreira ou a trocam com simplicidade e rapidez por qualquer outra bem mais atrativa e com perspetivas de futuro.
Aquando da visita a Braga, a ministra da Justiça, afirmou estar “muito satisfeita” com o resultado do último concurso para recrutamento de Oficiais de Justiça, permitindo “reduzir as deficiências que existiam”, e referiu os resultados do caso concreto de Braga:
«Tínhamos uma diferença de cerca de 17%, agora estamos abaixo de 8% do quadro, o que me deixa muito satisfeita. Conseguiremos que estes novos Oficiais de Justiça possam aprender com os que ainda trabalham.»
Claro que a atual ministra continua a cometer o mesmo erro das suas antecessoras, considerando apenas os números relativos ao pessoal, em abstrato, sem considerar quem está por trás dos números, isto é, quem sai e quem entra realmente; quem são os que “ainda trabalham” e se aposentam e quem são os que entram agora para “aprender com os que ainda trabalham”.
Não há uma troca direta de valor de um para um; não há equivalência, nem agora nem sequer daqui a um ano, porque cada saída representa o perdimento de muito conhecimento acumulado de décadas que não pode ser substituído imediatamente.
Se o défice do quadro de Oficiais de Justiça em Braga era de 17%, a entrada este ano de Oficiais de Justiça não representa uma diminuição instantânea para 8%, não instantaneamente, porque não é possível equiparar pessoas apenas numa ordem numérica, a realidade é diferente dessa conceção contabilística aplicada às pessoas. Não há um Deve e um Haver em confronto para o Saldo. Não, não é assim que se faz a gestão de pessoas reais e a sua grande carga de conhecimentos adquiridos.
Para a visita da ministra da Justiça a Braga, foi endereçado um pedido de encontro com a mesma de um grupo de Oficiais de Justiça daquela comarca, tendo sido apenas pedido nos seguintes termos: «uma audiência com a Sra. Ministra da Justiça, para receber uma comissão representante dos funcionários judiciais da comarca.»
Apesar de não ter sido indicado o assunto da dita “audiência”, a ministra da Justiça deitou-se a adivinhar que o tal encontro não seria para lhe comunicar aspetos do edificado ou sugerir localização alternativa para o Juízo de Família e Menores ou para o TAF, assuntos que amplamente tratou com toda a gente em Braga, tendo considerado logo que o assunto seria a revisão estatutária e a problemática do sufoco em que vivem os Oficiais de Justiça, porque respondeu o seu gabinete com prontidão nos seguintes termos: «estando em curso conversações com as estruturas nacionais dos sindicatos representativos dos Oficiais de Justiça, não faz sentido, por razões de lealdade negocial, encetar outros contactos paralelos.»
A rejeição imediata de não querer falar com os Oficiais de Justiça de Braga, durante a sua visita a essa cidade, porque os sindicatos andam em conversações, sem saber sequer se o assunto da conversa com os Oficiais de Justiça de Braga dizia respeito, ou não, aos mesmos assuntos que decorrem nas reuniões com os sindicatos e, ainda que os assuntos fossem os mesmos, rejeitar um pedido formal de encontro com representantes do maior grupo profissional dos tribunais e dos serviços do Ministério Público nesse ato de visita, é uma atitude que diz muito e diz tudo.
Os Oficiais de Justiça representam o maior grupo profissional ao serviço nos tribunais e nos serviços do Ministério Público, representando 3 a 4 vezes mais que qualquer outro grupo profissional, pelo que esta grandiosidade não pode ser nunca esquivada.

Fontes, entre outras: “Notícias ao Minuto”.
Não sei se o tema é pertinente mas apraz-me dizer qualquer coisa sobre o mesmo. Constantemente enviam email sobre inscrições para formação! As secções estão depauperadas! Há falta de recursos humanos nas mesmas! Sem recursos humanos e com alguns em formação, o trabalho se acumulava, vai agora amontoando!
Formação online é “para encher chouriços” ! Nem é uma coisa nem outra, pelo menos da minha experiência!! É estar no posto de trabalho, de vez em quando a ouvir o formador, outra vezes a cumprir processos ou a atender alguém que chega.. Acho que não faz muito sentido, mas para os iluminados fará!
Os indícios ou marcas deixadas pela senhora Ministra.
A recusa do conformismo – que não se usa muito em Portugal , a maioria de nós resigna-se ao que lhe é dado e não procura melhorar a sua situação – é bem demonstrada pela impaciência daqueles colegas de Braga que tentaram um diálogo, sem sucesso, com a tutela.
Na verdade, começo a ter impaciência para com a nossa fraqueza, pois parece que somos liderados por uma entidade “acéfala” (o SFJ) que, na realidade, é quem dita as nossas vontades junto da tutela, mesmo que irrealistas ou desfasadas daquela que emana da sua maioria.
O ridículo da questão é bem patenteado quando percebemos que ainda há bem pouco tempo se reivindicada (ainda que com justiça) um regime de aposentação diferenciado bem sabendo que era irrealista essa possibilidade pois que os quadros estão extremamente envelhecidos e tal situação, desacompanhada de uma reforma estrutural, iria provocar – como se vê – o caos nos serviços (e não é só nos Tribunais que a “peste da velhice” se verifica – digo peste no sentido que a cada dia que passa se alastra a mais tribunais e serviços).
Numa sociedade profundamente envelhecida como a nossa – encimamos a lista dos países europeus e até do mundo – é irrealista recusar a emigração, como o seria no século passado recusar-se a migração da região interior para o litoral, é uma inevitabilidade.
De tal sorte que só a requalificação, quer dos ativos quer dos inativos, preparando-os para uma nova realidade, pode ser a única resposta no imediato aos nossos problemas pois que os emigrantes, para já, focalizam-se no setor dos serviços (turismo, restauração, etc.).
O sistema opressivo, de dominação cultural, delineado pelas elites deste país, ditas de mais à esquerda, com os seus ditames extremamente liberais em algumas matérias, por exemplo nas questões de género, mas pouco maleáveis e permeáveis ao sentimento generalizado, às pulsações sociais do momento, tentando impor o que antes devia ser de aceitação generalizada, sem qualquer ideia de liberalidade, seja individual, moral ou social/coletiva, minou nas últimas décadas uma natural evolução social neste país de pessoas pacíficas e resignadas. Por outro lado, o recente fenómeno à direita, que enveredou pelos radicalismos e populacionismos, apelando ao nacionalismo exacerbado, apregoando ser o bem que há de curar todos os males é, parece ser na verdade um mal ainda maior.
A resposta parece estar no bom senso e ponderação, em caminhar sobre ideias bem sedimentadas e ao mesmo tempo encetar uma aventura, apesar de tudo segura, na procura da resposta para os nossos problemas atuais, de hoje e do amanhã.
São muito poucos aqueles que se distanciam e que não se deixam enganar por aquilo que vêm por cá e lá fora, que fazem uma renovação mental e se desprendem dos ideais amarrados a um passado cada vez mais distante.
É preciso alargar as nossas ideias para fora do perímetro do pensamento comum, para lá do habitual, para nos percebermos no mundo em que vivemos.
É preciso ter a consciência do todo a que pertencemos e fazermos a nossa caminhada para uma sociedade mais justa e próspera, mais livre e igualitária. Nessa busca, de uma sociedade justa, é preciso conhecermos o lugar que ocupamos.
A nós, Oficiais de Justiça, cabe-nos também entender o lugar que ocupamos nesta “cadeia alimentar” e sujeitarmo-nos, sem receio ou medo, a essa adversidade, compreendendo o nosso papel e a importância que lhe deve ser dada. Só com uma justiça a funcionar se consegue uma sociedade mais justa.
Assim, não devemos pedir este e o outro mundo, não devemos pretender “ascender ao olimpo onde habitam os deuses” muitas vezes odiados outras vezes venerados, não fazemos parte daqueles que atingem essa “luz eterna”, somos antes alguém que tem uma curta passagem terrena e nessa passagem cumpre um papel, o que lhe cabe no teatro da vida, que é dos mais importantes no campo da preservação dos valores e da manutenção da paz social e isso já não é pouco.
Mas até quem serve “deuses” deve merecer a justa compensação e não ser sujeito à escravização típica dos imperialistas e ditadores, enfim dos senhores donos disto tudo.
Nós, ao que parece, somos servidores já não de um “Estado” mas de um conjunto de pessoas “Endeusadas” que teimam em impingir-nos uma estranha forma de vida, muitas vezes injusta e desigual, apenas porque tal forma de vida lhes parece servir os seus intentos.
É preciso lembrar que houve imperadores que pereceram às mãos dos seus servidores por teimarem em ser “deuses” e fazer de todos os outros seus servos cuidando que a vocação destes era a sua felicidade, e não é, é apenas e só a felicidade de todos mesmo que nessa hierarquia uns sejam servos e outros senhores (exista a tal tensão entre classes).
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
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