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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
No discurso de abertura do 9.º Congresso Nacional do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), que decorre em Anadia (de sexta a domingo), o presidente António Marçal sublinhou a perda continuada de recursos humanos na carreira ao longo dos últimos anos.
Justificou a perda de recursos humanos com questões salariais, como um ordenado base de entrada pouco superior ao salário mínimo nacional, o que torna a carreira pouco atrativa para reter profissionais ou motivar novas entradas, bem como com aposentações ou saídas para outras carreiras no Estado.
“A falta de recursos humanos não é de agora” e tem-se vindo a agravar, disse ainda o presidente do sindicato, apontando que, “em 2024, vão aposentar-se 458 funcionários”, a que se somam os que se vão reformar por invalidez e os que saem da profissão, que não é “atrativa para reter talento”.
António Marçal apontou um "estado de rutura" nos serviços, que atribuiu a "muita incompetência junta".
"Acresce que somos a única carreira do mundo ocidental onde se quer obrigar os trabalhadores a prestar trabalho suplementar e a ter disponibilidade permanente sem qualquer contrapartida. A isto, podemos chamar deriva esclavagista de quem manda", disse, a propósito das negociações com a tutela relativas ao suplemento de recuperação processual.
"A greve é como um grito de desespero que, pese embora as consequências na vida da sociedade, é o único recurso possível para que o poder político entenda que não se pode falar de justiça, sem que justiça seja feita aos funcionários judiciais", alertou Marçal.
Num discurso em que defendeu uma reforma da Justiça que garanta mais recursos e uma melhor distribuição dos mesmos, António Marçal pediu também um reforço do financiamento da Justiça, "uma prioridade suprapartidária, um dever do Estado que é urgente cumprir, uma prioridade de regime", referindo a necessidade de uma dotação orçamental superior para despesa e investimento, questionando se existe algum planeamento estratégico para a Justiça e até para o país.
Alertou ainda para "uma visão mercantilista do sistema de justiça", defendendo que a justiça "não se coaduna com métodos de organização ou de gestão empresariais" e que "o "lucro"" de uma justiça eficiente "se mede pelo impacto positivo no desenvolvimento da comunidade que serve e pelo grau de satisfação dos que a procuram".
“Infelizmente não é grande a satisfação das pessoas. Diagnósticos têm sido feitos muitos, mas a terapêutica tarda em chegar, tal é a barafunda que vai reinando na profusão legislativa e propostas de organização ou reorganização", disse.
Para Marçal, a Justiça "transformou-se praticamente num negócio, sendo obtida de forma diferente consoante o dinheiro que se tem no bolso e altura do grito, conforme se tem constatado em inúmeros exemplos".
Marçal afirmou que a "crença de que existe uma justiça para ricos e outra para pobres tem de mudar", devendo ser "um serviço público por excelência" e "assente num princípio de igualdade no acesso e nas armas utilizadas".

Nuno António Gonçalves, vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, disse não perceber como se deixou “degradar a este ponto” os quadros dos funcionários judiciários. A justiça, acrescentou ainda, é “essencial para a parte económica”, então porque não se “dignifica”, para que seja “célere e eficaz” e se obtenha justiça “num tempo justo”?
O juiz conselheiro Luís Azevedo Mendes, vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura, sublinhou que as reivindicações dos funcionários judiciários são “justas”. “Baixar portagens” e outros temas são importantes, “mas as pessoas são o mais importante”, pelo que o processo negocial deve avançar.

Fontes: "Lusa/RRenascença", “Observador” e “Jornal de Notícias”.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
Tanta conversa da treta. Por aqui, é só enredos ....
Democracia. O Demo, coitado...Coitado de coito.Sem...
Uma pergunta:Qual o motivo pelo qual a nossa entid...
Quero o meu justo dinheirinho.Paguem. Paguem.Não t...
Pouca vergonha nunca vista. Os funcionários de jus...
Pagam mazé o carvalho.Só pagam em ação executiva, ...
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Não percam tempo com estes 20% de cheganos atrasad...
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Sim, acredito, também não gosto disto! Nunca goste...
Nem você!
Certeiro
ehehehehisso sim carneirada!
Só medoaiiiiuuiiivirgens!
Mais nada!Também sou mete nojo! votarei ventura!
BAIXA COLECTIVA
Angola é nossa! ✊
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Votar sempre nos mesmos e esperar que algo mude!!!...
O pessoal tem medo que o ventura venha a ser como ...
Até podia ir ganhar o mesmo que ia na mesma.Acredi...
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