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Bem-vindo/a ao DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL publicação periódica independente com 13 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça
Um dos grandes problemas dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, por parte dos Oficiais de Justiça, é o atendimento ao público.
Os Oficiais de Justiça não querem atender ninguém, consideram que essa função não é geradora de atos que se registem e sirvam para uma futura contabilização na avaliação, consideram que atender o público é uma perda de tempo e que, por regra, os cidadãos são chatos.
Ninguém gosta de atender as pessoas, seja presencialmente, seja ao telefone, seja até por e-mail. A criação de balcões de atendimento especializados no atendimento ao público, não se revelaram eficazes, a não ser para os atos avulsos das unidades centrais, como o negócio da venda de registos criminais ou certidões, porque quanto aos processos, à prestação de informações corretas e sem encaminhamento para as unidades de processos, é uma ilusão.
Como não há gente suficiente para tratar dos processos, recorta-se no atendimento do público e os mais capacitados, aqueles que detêm mais experiência e conhecimentos, são entregues aos processos e não avançam para o atendimento ao público, passando a integrar os balcões especializados de atendimento do público, os Oficiais de Justiça mais novos, com menor experiência, quase nenhum contacto com o processado e, muito menos, de conhecimento em diversas áreas jurisdicionais, isto é, sem condições para atender de forma eficaz o público que procura informações sobre tudo e sobre todas as áreas jurisdicionais.
Quando o atendimento é realizado nas secções de processos, os mais próximos do atendimento e que o fazem diariamente são os Oficiais de Justiça mais novos, estando sempre mais afastados os que detêm maior antiguidade, conhecimentos e que até chefiam a secção.
Quem pode foge do contacto com o público, foge dessa consideração de perda de tempo e nem sequer pretende perder tempo ao telefone, sempre a tocar, sempre a chatear.
A perceção do cidadão para os serviços da justiça é cada vez pior, porque ninguém se preocupa com a qualidade do atendimento das pessoas, quando muito, a nível central, preocupam-se com a quantidade, instalando máquinas de senhas e equipamentos que contabilizam a quantidade de atendimentos, ignorando a qualidade e a satisfação dos utentes.
A quantidade, quando é muita, é valorizada por ter essa dimensão, quando é pouca é ignorada e desvalorizada. Em momento algum se aprecia a qualidade e a resolução das dúvidas dos cidadãos. E claro que tudo isto está em linha com uma má gestão local dos Oficiais de Justiça, distinguindo quem faz o quê e quem tapa buracos, ainda alinhada pela conceção de inspeções de avaliação cada vez mais centradas numa quantificação como se tal aportasse rigor ao método avaliativo. Aliás, se algum Oficial de Justiça, em algum momento, perde mais tempo com um utente a explicar e a repetir o que o utente ainda não compreendeu, é motivo de crítica e até de escárnio dos colegas, sempre prontos a menosprezar o bom e paciente contacto com o público, considerando que é tempo perdido.
Vem tudo isto a propósito da recente notícia dada pelo jornal regional “Notícias do Sorraia”, que relatava as dificuldades sentidas quando se tentava contactar o Tribunal Judicial de Santarém, quer via telefone, quer via e-mail, lia-se na notícia, para de seguida explicar que o Administrador Judiciário, Manuel Louro, justificava as dificuldades pela “inadequação do equipamento que se mostra afeto aos tribunais e o grande défice de recursos humanos”.
No que se refere aos telefones, de facto o número de equipamentos distribuídos às secções é manifestamente insuficiente, não existindo um telefone para cada Oficial de Justiça, o que dificulta o atendimento, depois os equipamentos têm muitos anos e uso e estão danificados e remediados com fita-cola, nem sempre funcionando ou percebendo o que as pessoas dizem. Quanto a isto tem toda a razão o Administrador Judiciário de Santarém, tal como no que se refere ao défice de recursos humanos, isto é, à grande falta de Oficiais de Justiça.
Mas no que se refere aos equipamentos para ler e responder aos e-mails, a inadequação dos equipamentos já não serve como desculpa, embora continue a servir a falta de pessoal para o fazer.
A publicação regional pediu esclarecimentos ao Tribunal e o Administrador Judiciário respondeu classificando os equipamentos como “obsoletos” e garantindo que a Comarca está a trabalhar para resolver esses constrangimentos que têm afetado a vida de cidadãos e autoridades, estando já prevista a instalação de um sistema de atendimento automático, lê-se na notícia. E aqui surge a dúvida: um atendimento automático quer dizer o quê? Quererá dizer que já não são necessárias pessoas para atender outras pessoas? Ou que simplesmente se mantêm as pessoas entretidas a clicar em opções antes de chegar ao atendimento por uma pessoa? Será que vai ter uma música agradável para a espera, intercalada com uma mensagem em que refere que o cidadão será atendimento com brevidade? Ou será que vai ser uma funcionalidade com inteligência artificial a despachar as pessoas?
O problema do atendimento do público nos tribunais e nos serviços do Ministério Público nem sequer está ainda devidamente diagnosticado, nem existe quem seja capaz de o diagnosticar com rigor científico, mas há muitos a opinar e mesmo a decidir, lançando umas considerações genéricas baseadas em conceitos desfasados da sua experiência do passado, continuando a persistir o problema todos os dias; irresolúvel, insanável e indiagnosticável.

Fonte: "Notícias do Sorraia / Sapo".
É o chamado serviço de aprendiz.
É o estilo.
E começar por auxiliar e traçar caminho para chegar a adjunto
Era e vai ser o caminho natural, na prática, porque formalmente são técnicos de justiça.
Mas quem quer organizar serviços e não os conhece o resultado é deste tipo.
*
Muita informação é do tipo: não é aqui é na secção ao lado.
E quando a informação é densa, normalmente, o que atende ou tem capacidade e informa (há muitos “novatos” que se deliciam a dar quase “consulta jurídica”), ou chama quem está com o processo e
Havendo incapacidade ou o problema é da pessoa que pede a informação, nesses casos restritos intervém o Escrivão, ou remete para o secretário para apaziguar ou fornecer o livro amarelo.
São as formalidades básicas do atendimento ao público.
Está tudo centrado no processo.
Pedidos de informação de conteúdo geral normalmente o sítio indicado é para um advogado ou, não tendo possibilidades económicas, para a segurança social.
Dar informação a particulares pode fazer incorrer o funcionário em procuradoria ilícita ou até ser responsabilizado pela informação que emitiu.
Duma forma geral é assim.
Depois há especialidades e cada oficial de justiça ao longo da sua vida tem histórias do The Twilight Zone para contar porque viveu ou assistiu.
.................................................. INICIATIVAS COMPLEMENTARES:
IssoMuito medo!!!Afinal temos magistrados que nos...
Adoro ser chegano também contra gente como tu que ...
disseste sim, porque uma árvore não faz a floresta
Claro que adoras.A inutilidade e o intestino ligad...
Sim querida.Mamas tu cheia de inveja de quem não ...
O PCC e o Comando Vermelho já estão aí em força. C...
Para o das 17:23Depois queres continuar a mamar e ...
MedoMedoMedoUhhhhhh
A morte está certa!!Tens medo, não saias de casa...
Que medo
Adoro ser chegano inútil Adoro mesmo!!!
E se for assistente técnico? Qual é o problema? Di...
Este foi um falso alarme, mas os tiros no carro da...
Não se preocupem, com ou sem o vosso Adolf Ventura...
Isso mesmoMedoBloguers apelem mais ao medoUiiiAiii...
AiiiiiiQue medo da licença sem genvimento querida
Peçam grau 4 agora
Daqui a dias metem-te em licença sem vencimento.
Tenham medoUuuhhhhhhMedoUuuuuu
Essa foi a primeira.A segunda vai ser quando nos a...
A minha bomba é estar de baixa contra o ROUBO do...
Bombistas nos tribunais é o que há mais e boŕ...
estás a denegrir o trabalho dos oficiais de justiç...
Coitadinho do fascista de meia tijela, hoje é que ...
Os bombistas não ameaçam as mesas de voto??Afina...