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Oficial de Justiça

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Quarta-feira, 22.11.23

Quatro em cada cinco Oficiais de Justiça têm elevados níveis de esgotamento

      Foram ontem apresentadas as conclusões do relatório do “Inquérito Nacional às Condições de Vida e de Trabalho dos Funcionários Judiciais”, estudo encomendado pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), no qual participou a historiadora e investigadora Raquel Varela, uma das autoras do estudo que pretende ser uma radiografia da profissão dos Oficiais de Justiça.

      Apesar de ainda não possuirmos o relatório, são já conhecidas diversas conclusões, todas negativas.

      Raquel Varela afirma que todas as profissões que já analisou a dos Oficiais de Justiça «É a profissão com maiores índices de “burnout”.»

      «Das 12 ou 13 categorias que estudámos, até hoje, no Observatório para as Condições de Vida e Trabalho, esta é a que tem os maiores índices de “burnout”.»

      «São níveis superiores aos de todas as classes profissionais estudadas por nós, incluindo professores, jornalistas, pessoal de voo, técnicos de manutenção aérea, estivadores, entre outros», salienta o Observatório, que fala numa profissão que tem “fracas recompensas”, apesar do seu “papel fundamental na administração da Justiça”.

      «As remunerações são baixas e, na sua maioria, os funcionários judiciais queixam-se de salários baixos e remunerações insuficientes que não lhes permitem ter uma vida digna. Apenas 2% não se sentem afetados por esta questão, enquanto 98% sentem que têm uma má compensação salarial.», justificam os autores do estudo.

      Os Oficiais de Justiça sentem-se cansados e desmotivados, na sua grande maioria. A profissão é exigente e a valorização escassa, num setor essencial ao país, conclui-se.

      O estudo considera que as condições de trabalho dos Oficiais de Justiça são determinantes para a qualidade e para o acesso à justiça, mas, em Portugal, essas condições surgem fora de qualquer eixo mínimo e associadas a elevados níveis de stresse.

      A sobrecarga de trabalho – cerca de um quinto dos inquiridos trabalha mais de 40 horas por semana – e a falta de reconhecimento “pelas tutelas e chefias” são outras das fontes de desgaste e “de sofrimento no trabalho” dos Oficiais de Justiça.

      «Ficámos muito impressionados com os dados de exaustão e desmotivação. 80% dos Funcionários Judiciais têm índices preocupantes de exaustão emocional e 44% deles apresentam níveis muito preocupantes.»

      «Estamos a falar de pessoas que, apesar de estarem sempre disponíveis para o trabalho, porque assim funciona a justiça, ganham pouco mais que o ordenado mínimo. Também encontrámos casos de pessoas que têm de ter um segundo ou um terceiro emprego para poderem sobreviver.», acrescenta Varela.

      O relatório agora divulgado identifica como uma das “fontes de sofrimento”, a carga emocional e o custo psicológico que derivam dos serviços prestados a indivíduos em situações de precariedade e de sofrimento, ou de situações de violência social.

InqueritoCondicoesSFJ20231121(A).jpg

      Raquel Varela salienta que o Oficiais de Justiça é o primeiro rosto da justiça, para o cidadão comum. “Também estão lá para receber queixas e estão sujeitos a grandes pressões”.

      Há Oficiais de Justiça que sofrem eticamente quando os tribunais se tornam em “focos de injustiça” e as tarefas que executam diariamente “não só não produzem justiça, como geram até injustiça”.

      «Esta contradição é extremamente grave do ponto de vista psíquico, pois coloca potencialmente os funcionários judiciais numa situação de conflito: entre a sua vocação ou o seu ideal profissional  (as razões pelas quais aderiram a esta profissão e aquilo que aspiram enquanto profissionais) e a realidade dos seus atos de trabalho, que, segundo o que ouvimos, chegam a minar esse ideal», lê-se no estudo.

      Entre as situações usadas como exemplo, estão casos em que os Oficiais de Justiça “dão a cara”  e têm de explicar aos pais de alguém assassinado porque é que o agressor saiu em liberdade ou a um casal o porquê de ter “de ir viver para o meio da rua porque a justiça determinou que teriam de abandonar aquele que era o seu lar”.

      «Tive de retirar um filho a uma mãe e entregá-lo ao pai. Senti-me muito mal nesse dia e não concordei nada com a situação», relatou, por sua vez, um dos Oficiais de Justiça ouvidos pelos investigadores.

      Os casos que envolvem crianças são, de resto, apontados no estudo como aqueles em que “tendencialmente” existem “densas cargas emocionais”. “Há, inclusive, relatos de funcionários judiciais que afirmam visitar crianças em instituições de acolhimento e levá-las a passar o fim de semana na sua própria casa”, salientam os autores do relatório.

      Alguns testemunhos em casos sensíveis, processos de violência doméstica, “as tentativas de fugas nos tribunais, as respetivas detenções com recurso a violência, cenas de pancadaria” e “as pessoas a serem algemadas”, bem como ocasiões de “violência verbal” e de risco para a sua integridade física, são outras das situações pelas quais os Oficiais de Justiça se dizem “bastante afetados”.

      «Seria importante que os Oficiais de Justiça recebessem formação adequada para desenvolverem capacidades de gestão emocional, de modo a estarem mais aptos a enfrentar essas situações e desempenhar o seu trabalho de forma imparcial», recomendam os investigadores.

      A investigadora refere que os modelos de gestão, incluindo os serviços públicos, introduziram nestes locais de trabalho um ambiente tóxico e de desconfiança.

      «Quando as relações de confiança ficam de tal forma deslaçadas surgem casos de assédio, de autoritarismo e de desvinculação dos trabalhadores que só acabam por executar ordens sem ser escutados. O que eles assistem como profissionais zelosos do seu trabalho, o saber que estão a lidar com casos delicados, que há até questões de sigilo envolvidas, e o facto de não conseguirem exercer com decência, tudo isto gera processos de sofrimento psíquico.», sustenta Varela.

      O documento aponta sinais de desmotivação e até casos de abandono da profissão, devido à sobrecarga de trabalho.

      A obrigatoriedade de estar contactável no período de férias é uma das situações vistas como penalizadoras.

      Os Oficiais de Justiça entendem que a tutela não se preocupa com as suas condições de trabalho, que o seu trabalho não é valorizado socialmente e que a avaliação individual de desempenho é um fator de conflito laboral.

      «Trata-se de um método gestionário fabril que se estendeu a todas as profissões e aos serviços públicos cujo princípio é: quanto mais eu ultrapassar o meu colega, mais eu vou progredir. O princípio não é o da cooperação, apoio ou entreajuda. Tem a ver com as carreiras afuniladas que premeiam isto e tratam as pessoas como se fossem números numa folha de Excel.», afirma Raquel Varela.

InqueritoCondicoesSFJ20231121(B).jpg

      A saúde dos Oficiais de Justiça ressente-se, adicionalmente, com as condições de trabalho nas instalações dos tribunais e do Ministério Público. Entre os problemas mais comuns, está a existência de "fotocopiadoras/multifunções" quase em cima dos funcionários", o que deixa os profissionais sujeitos ao ruído das máquinas e a "pó e partículas impróprios para a saúde", de mobiliário "com ergonomia desadequada, muito dele obsoleto e muitas vezes partido", e de "salas de audiência, secretarias e gabinetes onde se gela no inverno e onde se chega aos 40º C no verão".

      Edifícios onde não é possível abrir as janelas e tribunais instalados em contentores, centros comerciais ou em blocos de apartamentos são outras das questões apontadas.

      Bem menos consensual é a caracterização do relacionamento entre os Oficiais de Justiça e os magistrados. Embora alguns dos funcionários judiciais ouvidos pelos investigadores tenham feito questão de deixar "bem vincada" a ideia de que "existe um bom relacionamento", outros disseram sentir-se um "número significativo de vezes" como "um saco de boxe de má disposição dos magistrados".

      “As queixas relativamente aos abusos de poder de magistrados são diversas, e parece grassar entre os participantes o sentimento de que os magistrados gozam de uma impunidade e de privilégios que lhes são negados”, resumem os autores do estudo, apontando uma lógica “de retaliações mútuas” no andamento dos processos, que “pode ser interpretado como um substituto de um diálogo entre profissionais (regra geral inexistente)”.

      “Este aspeto estará também, seguramente, relacionado com questões de lealdade, por um lado, e sobrecarga, por outro”, rematam.

      Mas a maioria dos Oficiais de Justiça queixa-se de que o salário não lhes permitir ter uma vida digna: “Apenas 2% dos inquiridos afirmaram não se sentirem afetados por esta questão, enquanto 98% expressaram insatisfação com a sua compensação salarial.”

      Uma das consequências deste cenário é o reduzido número de filhos que estes profissionais têm. Quase metade dos inquiridos disse não ter descendência, enquanto 27% têm um filho e 19,52% têm dois.

      “A média de filhos é de 0,78, muito abaixo da média nacional que é de 1,38 filhos por mulher. É o número mais baixo encontrado em todas as classes profissionais estudadas, especialmente em profissões com médias de idade mais baixas, como jornalistas, profissionais de voo, maquinistas do Metropolitano de Lisboa e professores, cujos números variam entre 1,2 e a média nacional”, assinalam os autores do trabalho, remetendo para os estudos do matemático e biólogo norte-americano Lloyd Demetrius, que concluiu existirem muitas espécies a reduzir a fertilidade quando as condições do meio em que habitam se revelam hostis.

      Os Oficiais de Justiça estão preocupados com os consumos de droga e álcool dos colegas, revela o estudo. Embora a grande maioria assegure que não necessita de medicamentos, drogas ou álcool para trabalhar, quase metade dos inquiridos assume a sua preocupação com os consumos nesta classe profissional.

InqueritoCondicoesSFJ20231121(C).jpg

      Fontes: “RR-Renascença”, “Jornal de Notícias”, “Sol”, “SIC-Notícias” e “Público”.

ATUALIZAÇÃO: o SFJ divulgou, nesta mesma data, o relatório integral do “Inquérito Nacional Sobre as Condições de Vida e de Trabalho dos Funcionários Judiciais”, podendo aceder ao mesmo através da hiperligação contida, podendo ainda aceder à nota informativa do SFJ, por esta última hiperligação também contida.

por: GF
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Autoria e outros dados (tags, etc)

às 08:02


51 comentários

De Anónimo a 22.11.2023 às 08:14

Capa do Correio da Manhã falam em alarme com álcool e drogas nos funcionários judiciais...
Para quem está de fora e ler aquelas letras gordas o que vai pensar?

De Anónimo a 22.11.2023 às 08:35

Leia antes a notícia do JN. O Público é o Correio da Manhã não passam de pasquins.

De Anónimo a 22.11.2023 às 08:38

JORNALIXO.

De Anónimo a 22.11.2023 às 08:46

Pensam que devem pôr mais tabaco!

De Anónimo a 22.11.2023 às 09:57

Drogas não, mas problemas com o álcool conheço muito boa gente, muitos até , e o problema agudizou-se com a aposentação pois que se "desenraizaram" da vida em sociedade e em família, embrenharam-se no trabalho e esqueceram-se de tudo o resto e quando chegam a esse momento, em que se precipita a velhice, percebem que tiveram uma vida sem qualquer sentido e não têm amigos para conversar ou os filhos fugiram para os não aturar.

É verdade o que ali é dito e não precisamos de ter vergonha pois que o ambiente em que vivemos - como refere a Raquel Varela - é tóxico e molda os mais incautos que se deixam levar pela ebriedade anestesiante ou a euforia do momento.

Depois da euforia, vem o estado letárgico, em que acordamos e reparamos no erro, e logo de seguida vem um estado depressivo, um buraco negro em que é difícil de se sair.

Não neguem a realidade.

De Anónimo a 22.11.2023 às 08:38

Posso afiançar com muita certeza do que digo, que haverá muita gente com poder para mudar o rumo que isto leva, que irá receber o estudo oficiosa ou oficiosamente e simplesmente o manda para o artigo cesto !!

Nesse, ainda estarão os anteriores estudos, que tiveram iguais resultados.

De Anónimo a 22.11.2023 às 08:50

As marcas que isto deve deixar. Vivemos como fardos e acabamos como fardos para os nossos filhos. Alzheimers e outras doenças deste gênero devem ser recorrentes no oficial de justiça reformado. BRAVO. Tenho cada vez mais orgulho em mim.

De Anónimo a 22.11.2023 às 08:59

O que é que o estudo me traz? Nada! Tenho um novo estatuto aprovado? Um novo sistema de avaliação ou subi de categoria? Nada!
Vão-se embora de uma vez! por todas

De Anónimo a 22.11.2023 às 09:10

Não há mais dinheiro!!!

De Anónimo a 22.11.2023 às 10:30

E que tal mudar de profissão ???
Novo estatuto ? O que está em vigor não é nada mau, comparado com as últimas propostas apresentadas.

De Anónimo a 23.11.2023 às 12:12

A resposta a mudar de profissão é conformismo: é aceitar as coisas tal como estão. Há muita gente em zona de conforto e depois só querem saber do seu umbigo.

Se houvessem emolumentos distinguindo os oficiais de justiça que se fartam de trabalhar e aqueles que pouco fazem a conversa seria outra.

Não se percebe que oficiais de justiça de nucleos de lisboa. sintra, porto e mais alguns se fartem de trabalhar e são altamente pressionados e

por outro lado, nuns nucleos em que o serviço às 14 horas já está feita tenham o mesmo vencimento que os do paragrafo anterior.

É claro que os primeiros deveriam ser pagos pela quantidade extra de trabalho

mas os dirigentes sindicais, querem lá saber.

E a maior parte dos cargos dirigentes do MJ que nunca entraram num Tribunal, ou que passaram por lá, para criar vinculo, sabem lá o que são os Tribunais para virem com legislação sobre o estatuto dos oficias de justiça .

Mas parece que o pior está nos oficias de justiça em zona de conforto e que se agrupam, lutam para ai ficarem.

De Anónimo a 22.11.2023 às 09:06

A questão é - O que é que vamos fazer em relação às conclusões do estudo?

De Anónimo a 22.11.2023 às 13:45

Um estudo tem muito que lhe diga e conclui-se o que se pretende. Passámos a gostar de ser considerados uns coitadinhos. Estas conclusões dão-nos alento sentimentalista, tais como uns abandonados e desprotegidos. Mas quantos de nós responderam ao inquérito? Em tal sentimento, acham que dissemos algo de positivo? Talvez, aqueles que responderam, tenham aproveitado para descarregar as suas dores. Alguns até devem ser adjuntos nos últimos escalões, a dar entrada a papeis ou a cumprir uns despachos e a ganhar perto de 2000 euros ou auxiliares com 1700 euros brutos ao final do mês. Muitos até estão perto de casa, filhos criados, desejosos de greves, principalmente às sextas feiras, e completamente contra qualquer mudança na carreira. Só mais a integração. Mas aqueles que nos governam não vão em cantigas da raquel e sabem bem que esta classe tem muitas desigualdades e que para acabar com elas vai ter de haver alterações profundas ao estatuto. Mas continuemos o choradinho.

De Anónimo a 22.11.2023 às 20:16

Finalmente existe colegas a abrir a Pestana, obrigada colega por dizer a verdade.

De Anónimo a 22.11.2023 às 09:37

Recomendo, para muitos de nós, a leitura do livro "A Morte de Ivan Ilitch", de Lev Tolstoi , trata-se de um livro que se lê em 30 minutos, em duas pausas do trabalho.

Suscita-nos a uma reflexão sobre se a sociedade contemporânea, deixa-nos obcecados com o trabalho, com a carreira. Será que vivemos? Seremos felizes? Um livro tão breve, como o curto e breve suspiro da vida.

Da sua sinopse lê-se:

Este curto livro discorre sobre algo muito maior do que ele. Faz pensar precisamente na vida e no rumo que verdadeiramente lhe queremos dar, para, na hora da morte, não nos acontecer o mesmo que a Ivan Ilitch que não encontra sentido nem na vida, nem na morte.

É preciso termos atitude, a que nos tem faltado.

De Anónimo a 22.11.2023 às 10:59

Yep!

O nosso desassossego é tão grande que parece que ninguém tem a serenidade de parar para pensar.

Estamos tão, mas tão embrutecidos!

De Anónimo a 23.11.2023 às 01:01

Esse tema é eterno.
O dilema do sentido das coisas. Sempre foi, é e será.

Quem puder que mude de vida.

De Anónimo a 22.11.2023 às 09:48

Pergunto: quanto custou este estudo? Quem pagou?

De Anónimo a 22.11.2023 às 11:07

Hás-de ter muito a ver com isso.

De Lider da Frente de Libertacao do OJ Oprimido a 22.11.2023 às 11:31

Por acaso tenho, a não ser que tenha sido o senhor a pagar...

De Anónimo a 22.11.2023 às 13:54

Os mesmos de sempre. Os contribuintes.

De Anónimo a 23.11.2023 às 11:46

Os associados quer dizer.

De Anónimo a 22.11.2023 às 09:51

Como é possível atirar-se a toalha ao chão e dizer-se que o estatuto agora tem de ser revisto no âmbito de uma reforma da justiça mais ampla e global !?

Atira-se lá para 2025, pois que se relega para o próximo governo que sairá das eleições de março de 2024, o qual só tomará posse cerca de um mês depois e, fazendo o que foi feito pela atual MJ, irá principiar-se por um périplo de quase 2 anos a visitar um país que não conheça e a inteirar-se dos assuntos que não sabe ter em mãos.

Como é que alguém pode esperar mais uma década por algo que acontecerá com a sua entrada nos últimos anos prévios à aposentação e já não lhe dirá muito !?

Os diagnósticos estão mais que feitos.

Não se faz porque não se quer fazer, é preciso admitir, mas reconhecer isso não basta, é preciso ter atitude e fazer o que pode ser feito e para isso não é preciso grupo de trabalho ou anos de estudo mas - apenas - vontade!

Precisamos de gente séria que nos fale com verdade e não nos mantenha entretidos com palavras vãs e num engano permanente!

Algo tem de mudar e na nossa carreira essa mudança é premente!

De Anónimo a 22.11.2023 às 10:13

Técnicos superiores vão ter aumento de 260 euros nas progressões iniciais. Isso é que interessa, não é um estudo que não vai servir para nada! Outros andam a negociar e estes sindicatos NADA!

De Anónimo a 22.11.2023 às 20:18

Muito bem dito e apoiado...

De Anónimo a 22.11.2023 às 10:26

Pelos comentários aqui expressos, os colegas parecem mais preocupados com a opinião alheia sobre a classe do que com a realidade que está muito bem expressa neste estudo. E ao contrário do que é referido, parece-me um óptimo elemento de pressão para conseguir melhores condições para a classe. É, infelizmente, tudo verdade e não porque porque sejamos feios, porcos e maus mas porque somos bons, competentes, briosos e sempre, mas sempre, irreconhecidos . A mim, é aquilo que mais me toca e mais me deixa desanimado com a carreira: o constante menosprezo e falta de reconhecimento da nossa importância ! E é verdade: sou mais um que só vai conseguindo trabalhar à custa de antiansioliticos, calmantes, tabaco e consultas regulares e obrigatórias à psiquiatra.

De Anónimo a 22.11.2023 às 11:01

Tem razão colega.

Só há uma coisa a fazer - Parar a justiça!

Temos que parar a justiça de tal forma que nos façamos ouvir!

Se não o fizermos, tudo não passa de palavras vãs .. como estas ...

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