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Oficial de Justiça

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Sábado, 25.01.25

“Save the date” – Agenda já a data!

      No próximo dia 05FEV, pelas 11H00, está marcada uma nova reunião no Ministério da Justiça, para, mais uma vez, se marcar uma agenda e um calendário negocial.

      Esse dia corresponde a uma quarta-feira e, às quartas-feiras, os Oficiais de Justiça podem estar de greve durante todo o dia. Mas o melhor ainda está para vir, logo no início de março.

      Os Oficiais de Justiça estão coagidos pelo Governo a anular todas as greves para que as negociações possam se iniciar; é esta a desculpa atual para não se negociar.

      Perante esta situação de ameaça, já para não referir tantos outros motivos, há neste momento um grupo significativo de Oficiais de Justiça que estão decididos a fazer e pugnar por uma greve nacional nesse dia 05FEV, durante todo o dia, para demonstrar ao Governo e, já agora, também aos sindicatos, que as greves não são para anular nem suspender, nenhuma delas, porque todas estão a ser usadas por completa e total necessidade.

      Compreendemos – porque os sopapos levados ao longo de tantos anos já nos fazem compreender muita coisa – que os dirigentes sindicais que vão à reunião do dia 05FEV não apelem à greve desse dia, demonstrando, mais uma vez, aquela apelidada boa-fé negocial de que se fala nas reuniões com o Governo, mas o facto desses dirigentes se manifestarem calados, não invalida que todos os demais Oficiais de Justiça decidam, por si sós, o que querem demonstrar nesse mesmo dia.

      Para além desses Oficiais de Justiça que defendem a greve geral do dia 05FEV, outros há que vão ainda mais além e apresentam um plano muito mais ambicioso e já para muito mais adiante no tempo.

      Já devem ter visto a notícia dos três dias de greve da função pública, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), mas esses três dias não são para os Oficiais de Justiça.

      As greves de 26, 27 e 28 de fevereiro não abrangem os Oficiais de Justiça, embora se apliquem a outros Funcionários de Justiça.

      O dia 26 está destinado aos técnicos superiores, o dia 27 é o dia dos assistentes técnicos e o dia 28 é para os assistentes operacionais. Estas três carreiras coincidem nos tribunais.

      No entanto, a greve que a mesma estrutura sindical convoca para depois, para o dia 06MAR, essa, sim, já se aplica aos Oficiais de Justiça, uma vez que tem como propósito o exigir a “revisão e valorização imediata de todas as carreiras não revistas” da função pública, como é o caso da carreira dos Oficiais de Justiça.

      O comunicado sindical refere que o “Governo persiste em não dar resposta aos problemas” desses trabalhadores das carreiras não revistas e, no caso dos Oficiais de Justiça, aquilo a que assistimos não é uma falta de respostas do Governo, pelo contrário, respostas vamos vendo muitas, a ministra da Justiça passa a vida a dá-las, mas aquilo a que assistimos é que todas essas respostas dadas são um completo e total chorrilho de mentiras e enganos.

      Sem ir mais longe, e a título de um, apenas um exemplo, na entrevista à RTP3 desta semana, os Oficiais de Justiça viram, com enorme desassossego, a ministra da Justiça, alimentada por um péssimo jornalista, fazer um dos maiores brilharetes nos ditos disparatados, concorrendo cada um deles (entrevistador e entrevistada) a ver quem é que os dizia em maior quantidade e qualidade.

      Vejam só que a ministra da Justiça, embora saiba e até tenha referido o suplemento de recuperação processual e o basto aumento concedido pelo acordo, logo depois afirmou que os Oficiais de Justiça não auferiam o pagamento das horas extraordinárias porque auferiam um subsídio de disponibilidade, ao que o jornalista, vejam bem a qualidade do homem, concluiu logo que os Oficiais de Justiça tinham isenção de horário.

      Sim, sabemos que é difícil acreditar que estas coisas tenham sido assim ditas, mas foi isso mesmo que aconteceu e o vídeo está disponível, bem como a transcrição das declarações, no artigo que ontem aqui publicamos, intitulado: “Cara Ministra Rita Júdice, Santa Ignorância!”, citando António Marçal.

      Qualquer cidadão que tenha assistido àquela entrevista ficou perfeitamente “elucidado” e convencido de que os Oficiais de Justiça são, afinal, o raio de uns estupores mal-intencionados que só querem destruir a Justiça, só querem é greves, e, sem dúvida alguma, deverão ser esses, afinal, os responsáveis por tudo o que ocorre de mal na Justiça deste país.

      O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), depois daquela triste entrevista até veio imediatamente a público com uma carta-aberta em que se espanta e indigna com a ministra – a mesma ministra com quem firmou um acordo em junho passado que fez com que o SFJ anulasse logo duas das suas três greves que então vigoravam –, espantando-se agora com o seguinte simples comentário: “Santa Ignorância”!

      Não temos essa mesma certeza sobre se a ignorância é santa, isto é, pura e inocente; acreditamos, antes, que será tudo menos isso.

      Assim se torna o, hoje ainda distante, dia 06MAR, dia da greve convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), como grande projeto de um grande momento de luta dos Oficiais de Justiça. E porquê? Porque é uma quinta-feira.

      Ora, sendo esse dia de greve uma quinta-feira, é antecedido de uma quarta-feira e é seguido de uma sexta-feira, dias estes em que os Oficiais de Justiça têm greves de dia inteiro marcadas, pelo que há a possibilidade de deter três dias inteiros e consecutivos de greves, obviamente com os serviços mínimos que, sem dúvida, serão estabelecidos para a greve de quinta-feira da FNSTFPS, que se poderá sobrepor à greve do SOJ da tarde desse dia, dependendo da forma como os Oficiais de Justiça decidam aderir às greves, sendo certo que as greves decretadas pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) se mantêm sem serviços mínimos.

      Tal como já aconteceu no ano passado, será possível levar a cabo um novo e impactante momento de luta com até três dias e meio de greve na mesma semana.

      O primeiro dia de greve dessa sequência de greves pode ser a tarde de terça-feira, seguindo-se os dias inteiros de quarta, quinta e sexta-feira. E é por isso que os planos já se estão a desenhar a esta distância.

      No que se refere à quinta-feira, não temos dúvidas de que a greve da FNSTFPS acabará com serviços mínimos para os Oficiais de Justiça e, quem a ela adira, logo de manhã, terá de se sujeitar às suas condições, isto é, aos serviços mínimos para todo o dia, porque aderiu a essa concreta greve logo de manhã e a greve é de dia inteiro. Já quem não adira de manhã e só faça greve à tarde, inequivocamente está a aderir à greve do SOJ e esta não tem serviços mínimos.

      Há, portanto, essa particularidade e quem seja indicado para assegurar os serviços mínimos da greve da FNSTFPS poderá, no entanto, aderir à greve do SOJ da parte da tarde. Em suma, os serviços mínimos podem resumir-se apenas à manhã de quinta-feira, sendo certo que serviços mínimos são isso mesmo: mínimos e limitados aos atos que serão descritos e concretamente especificados e apenas esses, pelo que o impacto na greve não será relevante, sendo muito maior o impacto da greve no Governo.

      Os Oficiais de Justiça têm razão, ainda que a maior parte das vezes não a consigam expressar de forma compreensível para fora da carreira, pelo que só podem ter esta atitude de luta firme e determinada, a continuar, agora mesmo, nisto que tudo indica ser a reta final.

      Não se desiste com a meta à vista!

SaveTheDate+DDOJ.jpg

por: GF
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às 08:05


39 comentários

De MP a 25.01.2025 às 10:13

Para já, atenta a idade e a probabilidade razoável de poder já não estar entre pares em março, ainda só tenho agendados o dia 4 à tarde e todo o 5 de fevereiro.

De Anónimo a 25.01.2025 às 10:18

?? Não estar entre pare ?? Está tudo bem consigo ? É problemas de saúde?

De MP a 25.01.2025 às 17:19

Que eu saiba não.
Agradeço a preocupação.
Só quis dizer que, a partir de certa idade, já não vale a pena fazer grandes planos a longo prazo, estamos sempre a ver partir pessoas à nossa volta mais novas do que nós...

De Anónimo a 25.01.2025 às 10:14

Transcrevo este comentário de alguem que fez ontem, por ser de excelência. "Fomos todos enganados , quando há mais de duas décadas decidimos , deixar os nossos lares, muitos já com família constituída e filhos, para abraçar uma profissão que prometia reforma a partir dos 56/57 , progressão na carreira, e outros direitos que nestas duas décadas e meia nos foram retirados , transformando as nossas vidas num autêntico horror ... Longe de casa anos a fio , pagar quartos na capital caríssimos o primeiro que aluguei foi na Gonçalo Crespo , e pagava já naquela altura 50 contos , com direito apenas a dormir e tomar banho , sem acesso á cozinha . 
Pagava mais pelo quarto do que pelo empréstimo da minha casa de morada de família ao banco . Os anos passaram, os ordenados congelaram, os direitos se evaporaram e os deveres continuaram. Advogados a lixarem-nos a cabeça , juízes mal dispostos com acordares arrogantes , achando -se Deuses da justiça. Tudo para ontem , ameaças de que se não ficassem os a trabalhar até às horas que eles queriam , seria comunicado á DGAJ . E foi assim que o trabalho escravo nasceu nos tribunais , por culpa de magistrados e com a conivência de escrivães de direito que para eles 17 horas era como se fossem nove da manhã !!!! Quase que éramos proibidos de sair às horas certas .. 
Foram duas décadas de total escravatura . Ainda bem que de há uns anos para cá , começaram os sindicatos a decretar greves para hora de almoço e pós 17 horas, e foi aí que conseguimos ter algo onde nos agarrar para podermos nos libertar dessa amarra que durante essas duas décadas nos prendia ... Por isso caros colegas a culpa disto é nossa , porque nos deixamos enrolar na conversa dessa velhada toda que quase fazia uma vénia ao juiz quando ia ao gabinete e sabe lá Deus o que ali seria falado ..
Era horrível ... Foram anos e anos a sair da sala de audiências tarde e a mas horas... 
Uma grande falta de respeito que tinham por nós .. Parecia que tinhamos vendido a nossa alma e a nossa liberdade a essa gente .. 
Graças a Deus , que hoje pudemos dizer ... Estou de greve ...
Vou ter com a minha família... Porque amanhã , estou aqui de novo e o outro a senhor(a) juiz fica em casa ... E eu estou com o J2 OU J3 OU J4 , que também esteve em casa e v fazer os julgamentos dele ...
Acabem lá com o dever de disponibilidade , prefiro ir para casa a horas do que ganhar a porcaria de uns trocos que não valem as horas dou a mais .. Quem quiser ficar , que fique !
Já não tenho pachorra para aturar tanta coisa que nestes anos foi obrigado a ter que engolir ..
Por isso os sindicatos , que lutem de forma a que o pessoal mais antigo e o mais sacrificado , que possa ver reposta a sua aposentação mais cedo .. quem quiser continuar , na boa !!! É porque está bem .. os que já se fartaram disto tudo , deixem-os sair ..
Eu serei o primeiro ... 
Estou farto desta ditadura... 
O 25 de abril , nunca passou pelos tribunais ... É trabalho , trabalho , e dinheiro para o c....
Eles ganham mais de suplemento do que a maior parte dos oficiais de justiça que iniciam funções . Portanto , 17 horas ..
Casa ...
Boa noite"

De Anónimo a 25.01.2025 às 10:15

Este comentário reflete o que se passa nesta profissão e aqui está um vislumbre do futuro.,.revejo me em casa palavra , no meu caso vou fazer de tudo para sair disto...ainda vou a tempo.

De Anónimo a 25.01.2025 às 10:16

Este comentário merece ser replicado todos os dias... é um vislumbre do que nos espera no futuro.

De Anónimo a 25.01.2025 às 10:37

Tambem me revejo neste comentário.
Para além de dever ser replicado todos os dias, devia ser usado como carta aberta à Sra. Ministra

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:46

Triste realidade  de escravatura assalariada.


Quem puder fuja disto que é  doentio.

De Anónimo a 25.01.2025 às 11:45

Tenham coragem.
Greve aos atos 

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:04

Greve aos atos (diligências)!


Bastará apenas isso!

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:19

Mas com estes sindicatos nogentos, não existe nada para ninguém...


Estão á espera da boa fé....

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:50

*nojento

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:25

Ao contrário do que diz hoje o bloguer.
Não concordo que o jornalista tenha sido fraco .


Ele obrigou a ministra a mentir, então ela mente e ele ia dizer espere aí isso não é verdade você está a mentir.


Aliado ao fato que a comunicação usada pelos sindicatos não é direta, fala-se muito e bem mas a mensagem principal não passa.


Por exemplo ninguém entendeu até hoje, qual o aumento que os oficiais de justiça tiveram, ninguém fala que foi entre 50 a 90 euros.
Está entrevista é fundamental ser desmentida e uma carta aberta não chega..


É preciso fazer chegar ao provedor da comunicação ao jornalista em causa a verdade.

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:27

O jornalista colocou as questões, no entanto ou a ministra mentiu ou foi esquiva...


Está editado e gravado.


E nós que já sabemos as intenções da ministra o que fazemos??


Enviamos uma carta aberta....boa é caso para dizer é melhor do k nada...mas é poucochinho....

De Rei dos Oficiais de Justiça a 25.01.2025 às 12:30

Já aqui referi se os sindicatos estão á espera da boa fé.... então que façam um retiro espiritual num mosteiro, no meio de uma serra, isolados só mundo, onde não falam não comem bem bebem nem f...


Aí de certeza que vão vir purificados e com muita boa fé....

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:38


Os grilhões da  justiça.


Nestes 24 anos como oficial de justiça nos tribunais de Portugal, posso dizer que fomos todos enganados. Há mais de duas décadas, muitos de nós deixaram os seus lares, famílias já constituídas, filhos pequenos, para abraçar uma profissão que prometia estabilidade, progressão na carreira e uma reforma antecipada aos 56/57 anos. Essas promessas foram-se desfazendo, e hoje vivemos uma realidade que transformou as nossas vidas num verdadeiro pesadelo.


Longe de casa por anos a fio, obrigados a pagar quartos em Lisboa a preços exorbitantes. O primeiro que aluguei foi na Gonçalo Crespo, onde já naquela época pagava 50 contos, com direito apenas a dormir e tomar banho, sem acesso a uma cozinha. Para piorar, o quarto custava-me mais do que o empréstimo da minha própria casa!


O tempo passou, os ordenados congelaram, os direitos evaporaram, mas os deveres mantiveram-se e até aumentaram. No dia a dia, éramos confrontados com advogados que nos complicavam a vida, juízes que nos tratavam com arrogância e superioridade, acreditando serem deuses da justiça. Tudo era para "ontem", e ameaças pairavam constantemente: "Se não ficarem até à hora que queremos, comunicamos à DGAJ". Foi assim que nasceu o trabalho escravo nos tribunais, fomentado por magistrados e com a conivência de escrivães de direito, que para eles 17 horas era como se fossem 9 da manhã.


A realidade era dura: éramos praticamente proibidos de sair a horas certas. Durante décadas, vivemos sob total escravatura. Felizmente, nos últimos anos, graças à luta sindical, decretaram-se greves para a hora de almoço e após as 17 horas. Finalmente, conseguimos um ponto de apoio que nos permitiu começar a libertar-nos de um sistema opressivo que nos prendia há tanto tempo.


A verdade, caros colegas, é que parte da culpa também é nossa. Permitimos que esta situação se arrastasse. Acreditámos nas promessas e no status quo que muitos aceitaram sem questionar. Muitos faziam vénias aos juízes, e Deus sabe o que se passava nesses gabinetes. Era um ambiente de total desrespeito por nós, como se tivéssemos vendido a nossa alma e a nossa liberdade.


Hoje, graças às greves e às conquistas alcançadas, podemos dizer: "Estou de greve. Vou para casa. Vou estar com a minha família." Amanhã, estaremos lá novamente, mas com dignidade. Enquanto isso, o(a) juiz fica em casa, e nós continuamos o nosso trabalho, mas dentro de limites razoáveis.


É urgente acabar com o dever de disponibilidade. Prefiro ir para casa a horas do que ganhar um suplemento que não compensa o sacrifício das horas extra. Quem quiser ficar até mais tarde, que fique. Eu, sinceramente, não tenho mais paciência. Foram anos a engolir situações intoleráveis.


Por isso, apelo aos sindicatos: lutem pelos mais sacrificados, pelo pessoal mais antigo. Que seja possível ver a aposentação antecipada ser uma realidade. Quem quiser continuar, ótimo, mas quem já está cansado, merece ter a opção de sair com dignidade.


Eu, sem dúvidas, serei um dos primeiros a sair. Estou farto desta ditadura disfarçada. O 25 de Abril parece nunca ter chegado aos tribunais. Aqui é trabalho, trabalho e mais trabalho, enquanto o dinheiro se acumula nos bolsos de poucos. Juízes e magistrados ganham mais em suplementos do que a maior parte dos oficiais de justiça que acabam de iniciar funções.


Portanto, 17 horas? É hora de ir para casa.
Boa Noite Senhores Magistrados e Advogados..
Amanhã é outro dia.8

De Anónimo a 25.01.2025 às 13:11

Quero agradecer por ter exposto este testemunho, revejo me em cada palavra.



De Anónimo a 25.01.2025 às 13:11

Muito bom comentário..

De Anónimo a 25.01.2025 às 13:12

Sindicatos aprendam com este anónimo a comunicar.

De Anónimo a 25.01.2025 às 13:13

Verdade nua e crua, sem rodeios.


A realidade triste e dura dos tribunais..

De Anónimo a 25.01.2025 às 13:15

Isto não é trabalho isto é loucura 

De Anónimo a 25.01.2025 às 19:29

Força colega.


Têm sido anos desgastes, deixados sempre para trás, sem possibilidade de ir para mais perto de casa em tempo razoável, com ordenados estagnados e a não acompanhar o custo de vida ano para ano, tratados como insignificantes pelo Ministério da Justiça.


O autor do Blog que me perdoe, mas BA DA MERD@ para esta profissão.


Ficou bem lá atrás no tempo... quando gostava (mesmo!) de ser Oficial de Justiça e fazia tudo por esta profissão.
Isto bateu no fundo e não raras vezes sinto ódio por aquilo em que isto se tornou, com sucessivas Ministras a ignorarem-nos por completo.

De Anónimo a 25.01.2025 às 12:49

Escravos, continuem a fazer horas extra pelo ordenado que vos pagam.

De Anónimo a 25.01.2025 às 15:05

COLEGA ANINIMO PARTE I
Carta Aberta à Senhora Ministra da Justiça e aos Senhores Presidentes dos Sindicatos dos Oficiais de Justiça e Funcionários Judiciais


Exmos(as). Senhores (as).


Serve a presente carta para expressar a profunda preocupação e descontentamento que assola a classe dos Oficiais de Justiça, os pilares fundamentais do funcionamento dos nossos tribunais, sem os quais a justiça não se concretizaria. No entanto, a carreira, as condições de trabalho e os direitos destes profissionais têm sido sistematicamente negligenciados, o que é inaceitável num estado de direito democrático. Apelamos, pois, à atenção e à ação efetiva para atender aos seguintes pontos:


Dignificação da Carreira e Melhorias Salariais
A valorização da carreira dos Oficiais de Justiça é essencial para assegurar a qualidade e eficácia do sistema judicial. Exigimos um plano de melhoramento salarial que acompanhe o aumento do custo de vida em Portugal e que valorize devidamente a responsabilidade e a complexidade das funções desempenhadas.


Melhores Condições de Trabalho e Infraestruturas Dignas
Os edifícios onde os Oficiais de Justiça desempenham as suas funções encontram-se frequentemente em estado deplorável, sem condições básicas de segurança e conforto. É imperativo investir em infraestruturas modernas e adequadas para garantir um ambiente de trabalho digno.


Respeito pela Saúde e Descanso dos Oficiais de Justiça
O atual regime de dever de disponibilidade tem sido objeto de abusos, com Oficiais de Justiça frequentemente forçados a trabalhar além do horário regular em processos que não são urgentes. É fundamental abolir este regime obrigatório, devolvendo o respeito pelos horários de trabalho e assegurando o direito ao descanso, em conformidade com a lei.


Banco de Horas Extraordinárias e Pagamento Justo
Propomos a criação de um subsídio de banco de horas extraordinárias destinado aos tribunais de instrução, especialmente em casos de interrogatórios de arguidos detidos. Quando o trabalho ultrapassar o horário normal, deve ser devidamente remunerado de acordo com a lei vigente.

De Anónimo a 25.01.2025 às 22:51

Por acaso sabe o que um banco de horas? Já passou alguma vez por isso? Na minha opinião essa ideia é uma barbaridade.  Sabe que pode trabalhar 12 horas por dia e apenas recebe 8 horas. 

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